Casos de HIV põem indústria pornô de quarentena

Produtoras americanas de filmes pornôs suspenderam as filmagens depois da descoberta de dois casos de HIV. Pelo menos 45 atores e atrizes estão sob quarentena voluntária de trabalho e cerca de 12 empresas decidiram parar por dois meses até que novos testes de HIV sejam feitos. "É assustador", disse Mary Carey, estrela pornô que concorreu ao governo da Califórnia no ano passado. "É como um alerta para todos nós." Carey disse que nunca trabalhou com os atores infectados, mas, por precaução, disse que cancelaria sua próxima filmagem.Sharon Mitchell, da Fundação para Saúde e Cuidados Médicos da Indústria Adulta, disse que o primeiro caso é de um ator que aparentemente contraiu o vírus no mês passado, quando filmava no Brasil. Ele fez o teste na sexta-feira e repetiu o exame na segunda, comprovando o resultado positivo. Ontem, Mitchell confirmou que uma das cerca de 12 mulheres com as quais o ator fez sexo nas filmagens nos EUA também teve resultado positivo para o exame. Não se sabe ainda qual será o prejuízo da indústria pornô, que gera de US$ 4 a US$ 13 bilhões e produz 4 mil filmes por ano. A maior empresa do ramo, a Vivid Entertainment, declarou que continuaria produzindo, dizendo que já havia tomado medidas de precaução. No entanto, um site de notícias de filmes adultos publicou uma declaração da porta-voz da Vivid, Ellie Reeve, dizendo que a empresa havia decidido parar a produção.O último susto da indústria cinematográfica pornô com o HIV aconteceu em 1999, quando um ator contraiu o vírus da aids e, antes de o caso vir à tona, cinco parceiras foram infectadas. Um grupo sem fins lucrativos tentou identificar as pessoas que tiveram relações sexuais com os dois atores infectados e, por sua vez, os parceiros destas, a chamada "segunda geração". Jonathan Fielding, diretor de saúde pública e oficial de saúde do Condado de Los Angeles, disse que não considera o caso uma ameaça para a saúde pública "até agora". "Acredito que eles fizeram bem em parar com as filmagens", disse.

Agencia Estado,

16 de abril de 2004 | 18h17

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