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Caso de adoção de Madonna no Malaui é adiado indefinidamente

Pai da menina Mercy James, de 4 anos, afirma que quer criá-la de acordo com os costumes do país

Reuters e Efe,

04 de maio de 2009 | 12h06

A Suprema Corte de Apelação do Malaui adiou indefinidamente nesta segunda-feira, 4, o processo de tentativa de adoção de uma segunda criança do país africano por Madonna. O tribunal do Malaui decidiu no mês passado que a pop star norte-americana não poderia adotar uma menina de 4 anos, chamada Mercy James, porque ela não era uma residente do Malaui. A cantora entrou com um recurso contra a decisão judicial.

O governo do Malaui foi criticado após Madonna ter adotado um menino de 13 meses, David Banda, em 2006, com acusações de ter dado tratamento especial à cantora, quebrando as regras que proíbem não-residentes de adotar crianças.

 

James Kambewa, que diz ser o pai biológico de Mercy, afirmou que quer criá-la, e que ela deve ser educada em sua cultura e com seus costumes. Em declarações à emissora de TV CBS, Kambewa afirma que lutará por sua filha e que é capaz de cuidar dela.

"Quero cuidar dela e sou capaz de cuidar do meu bebê", disse o malauiano ao programa The Early Show, que vai ao ar nesta segunda-feira, mesmo dia em que um tribunal decidiu sobre os argumentos de Madonna.

Kambewa contou à "CBS" que não conhece sua filha e que só a viu em jornais e na televisão. "Mercy é malauiana e preciso que ela cresça como uma malauiana, com nossa cultura", afirmou. A porta-voz de Madonna, Liz Rosenberg, explicou que não sabe nem se Kambewa é mesmo o pai da menina e afirmou que Mercy sempre viveu em um orfanato.

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