Casas pré-fabricadas de celofane, em nova mostra do MoMA

Exposição inclui um total de 63 projetos, entre eles, 5 casas desenhadas por grandes arquitetos internacionais

Efe ,

16 de julho de 2008 | 13h51

O passado, o presente e o futuro das casas pré-fabricadas e as soluções que trazem ao mundo com difícil acesso à moradia, assim como seus desenhos inovadores incluindo paredes de celofane, serão tema da próxima exposição do Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York. Cinco casas pré-fabricadas e desenhadas por prestigiados arquitetos internacionais poderão ser vistas nos jardins do museu como parte da mostra Home Delivery: fabricating the modern dwelling (Entrega em domicílio: inventando a casa moderna), de 20 de julho a 20 de outubro próximos. A mostra inclui um total de 63 projetos, entre eles, estas cinco casas, através dos quais será mostrada a evolução histórica e contemporânea dessas construções desde 1833. Entre os planos, fotos e modelos dos outros 58 projetos, as salas interiores do museu abrigará os desenhos dos arquitetos cubanos Hugo D'Acosta e Mercedes Álvarez realizados nos anos 60 e os atuais do guatemalteco Teddy Cruz, ao lado de projetos precursores como os de Jean Prouvé ou Charles-Edouard Jeanneret, conhecido como Le Corbusier. As cinco casas exibidas no exterior do MoMA foram escolhidas entre 21 projetos de 400 arquitetos internacionais, representam diferentes estilos e técnicas. Desde casas transparentes, feitas com celofane e material reciclável do estúdio de arquitetos Kieran Timberlake a "micro-casas compactas" de Richard Horden, Lydia Haack e John Höpfner, de pouco mais de 7 metros quadrados, concebidas em 2001 e que são alugadas perto de Munique por 150 euros por mês (cerca de US$ 238 dólares). Estas micro-casas à venda na Europa foram criadas pelos arquitetos como habitações para "esportistas, estudantes, ou como casas de férias em miniatura". Nesta linha de cubículos, estão das casas que podem ser empilhadas umas sobre as outras dos austríacos Oskar Leo Kauffman e Albert Rüf, e cujo custo está em torno de US$ 130 mil por unidade. Outro exemplo dessa arquitetura moderna é a casa de celofane de quatro andares, desenhada pelo estúdio Kieran Timberlake, da Filadélfia (EUA), pensada para uma família, feita com materiais recicláveis e personalizada de acordo com o gosto do cliente. A casa de celofane surgiu de "várias idéias. Primeiro, queríamos construir rápido: demoramos 16 dias para levantar a casa. Segundo, queríamos que fosse transparente, para que a luz entrasse e saísse e se pudesse ver de fora para dentro", explicou seu criador, o arquiteto Stephen Kieran. No interior da casa, o chão, o teto e as paredes são totalmente transparentes, "basicamente essa foi a inspiração: velocidade e unidade", disse Kieran, que acrescentou que "certamente para nós, trata-se da casa de nossos sonhos, mas não a vemos como um sonho para o resto do mundo". Kieran e seu sócio James Timberlake estão negociando a construção de casas do tipo, totalmente recicláveis e indicadas para a região de Santa Mônica, na Califórnia. Nos jardins do MoMA também foi instalada a casa pré-fabricada do australiano Jeremy Edmiston e do novaiorquino Douglas Gauthier, chamada "Burst 008", desenhada inteiramente por computador. "Pré-fabricar é também controlar riscos", disse Edmiston sobre seu projeto, que tem um custo de US$ 250 mil. A casa desenhada pelo norte-americano Larry Sass, do Instituto de Tecnologia de Massachussetts (MIT), é uma demonstração da arquitetura moderna aplicada à atualidade mais imediata, pois foi projetada após o desastre causado pelo furacão Katrina em Nova Orleans. A "casa instantânea", de Sass e seus estudantes de arquitetura foi planejada como resposta rápida e barata, pois pode ser construída em dois dias e custa US$ 40 mil, além de esteticamente respeitar a arquitetura da cidade.

Tudo o que sabemos sobre:
MoMA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.