Vitor Vieira
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Casa tomada no reino do medo

'A Floresta', nova peça do dramaturgo e diretor Alexandre Dal Farra, trata do medo a partir de elementos do cotidiano

O Estado de S.Paulo, O Estado de S.Paulo

05 de dezembro de 2019 | 01h30
Atualizado 05 de dezembro de 2019 | 14h39

Casa tomada no reino do medo

Uma família escondida em uma casa, como se estivesse acuada, não sabe lidar com as pessoas que chegam. E, no fim, as situações criadas entre elas acabam levando a um desfecho, digamos, bárbaro. A Floresta, nova peça do dramaturgo e diretor Alexandre Dal Farra, trata do medo a partir de elementos do cotidiano. “Escrevi uma primeira peça e, no fim do processo, joguei fora”, diz. “Me dei conta que estava escrevendo, de fato, sobre o medo. As personagens estão com muito medo, um medo é real.” No elenco, estão André Capuano, Clayton Mariano, Fabiana Gugli (depois substituída por Gilda Nomace), Nilceia Vicente e Sofia Botelho. Estreia marcada para 15 de janeiro no Sesc Ipiranga.

NOVOS VELHINHOS 

Apesar de algumas descontinuidades e várias mudanças, o grupo baiano Teatro dos Novos chega aos 60 anos de atuação na cena soteropolitana. Sua primeira estreia teatral foi em 1959 com Auto do Nascimento, de Sonia Robatto. Fundado por Othon Bastos, Carlos Petrovich, Sônia Robatto, Echio Reis, Tereza Sá (Maria Francisca) e Carmen Bittencourt, o grupo tem registradas 53 encenações nesse período e tem sido reformulado ao longo dos anos. Mas segue firme, com direção de Marcio Meirelles. Logo no início de janeiro tem estreia marcada: A Tempestade, do bom e velho Will Shakespeare.  

 

NOEL ITALIANO 

Desde que conheceu a peça em 2015, o ator Cacá Carvalho (acima) já atuou diversas vezes em A Próxima Estação – Um Espetáculo para Ler, do autor e diretor italiano Michele Santeramo. Só que em português. A edição deste ano será diferente, quando for apresentada no Instituto Italiano de Cultura na próxima quinta, 12. Carvalho fará a encenação em italiano. Mas ele tira o idioma de letra. Morou na Itália quando atuou no Centro per la Sperimentazioni e la Ricerca Teatrale, em Pontedera, de Jerzy Grotowski. A apresentação é única e será gratuita. 

  

NA PONTA DA LÍNGUA  

Tem texto inédito na roda e a leitura dramática já tem data marcada. Será segunda, 9, que os atores Caio Blat e Genésio de Barros lerão Memórias do Vinho, de Jandira Martini e Maurício Guilherme, no Auditório Eco Berrini (Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 1376). A direção é de Elias Andreato e a entrada é gratuita, mas é preciso fazer inscrição pelo site: https://bileto.sympla.com.br/event/63660 

  

MAIS UM

Depois do Oficina e do Cemitério de Automóveis, outro teatro localizado no centro de São Paulo recorre ao financiamento coletivo para sobreviver: o Teatro da Rotina, do ator Leonardo Medeiros. Além de deixar o imóvel que ocupava desde 2012 na Rua Augusta, o grupo tenta amealhar R$ 20 mil para investir na reforma de uma casa na Vila Madalena. Mais informações: www.kickante.com.br/campanhas/teatro-da-rotina-volta

 

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