Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Casa Daros vai encerrar suas atividades no Rio por dificuldades financeiras

Anúncio pegou de surpresa funcionários de todos os escalões

Roberta Pennafort, O Estado de S. Paulo

13 de maio de 2015 | 14h48

A Casa Daros vai encerrar suas atividades no Rio por dificuldades financeiras, confirmou há pouco o presidente do Conselho da Coleção Daros Latinamerica, Christian Verling.

Hoje um dos principais centros culturais do Rio, um dos poucos a se dedicar especificamente a um nicho das artes visuais - a produção contemporânea latino-americana -,  a casa foi aberta em 2013, depois de seis anos de obras, e fechará em dezembro, conforme divulgado ontem.

"A casa é mantida por financiamento privado, que não é ilimitado", disse Verling, referindo-se à dona da coleção e da casa, a bilionária e mecenas suíça Ruth Schmidheiny.

"Manter o prédio é nosso objetivo. Seria um desastre se fosse dilapidado. Aceitamos ofertas e vamos achar uma solução boa." A ideia é manter a casa como centro cultural, mas tudo depende de quem a assumirá.

A decisão foi fechada há poucos meses e o anúncio pegou de surpresa funcionários de todos os escalões. A casa, um imóvel do século 19 reformado ao custo de R$ 80 milhões, recebeu exposições importantes em seus dois anos de funcionamento e serviu a dar visibilidade à coleção de Ruth, a maior do mundo em seu gênero, e iniciada em 2000.

Além da falta de dinheiro para sustentar as atividades da casa, as complicações burocráticas para trazer as obras da Suíça, onde fica a reserva técnica, e levá-las de volta, além dos altos custos dos seguros, contribuíram para a opção pelo fechamento, segundo Verling.

Ele disse que não seria possível manter o funcionamento como está e que se descartou diminuir o investimento, pelo risco de passar a apresentar exposições "medíocres".

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