Casa Cor reafirma fase de projeção nacional

Em sua 15ª edição, a Casa Cor, a maior mostra de decoração do País, irá conduzir o público por 60 ambientes montados em uma suntuosa casa de 1600 m² na Cidade Jardim, em São Paulo. Para se ter uma idéia da exuberância da mansão, a Casa da Dinda, ocupada por Fernando Collor de Melo durante a presidência, tinha um terço deste tamanho.Localizada em um terreno de 3900 m², com uma vista distante, mas privilegiada da Avenida Paulista, a residência foi erguida em 1967 para acomodar a família de Carmem Thereza Machline, cônsul de Mônaco. Recebeu a visita de personalidades ilustres como a estilista espanhola Paloma Picasso e o milionário americano Bill Gates. Hoje abriga 600 operários que trabalham 10 horas por dia para prepará-la para o evento a ser inaugurado em 5 de junho.Nos próximos dias, pedreiros, marceneiros e eletricistas serão substituídos por 83 profissionais das áreas de arquitetura, decoração e paisagismo. Nomes conhecidos como João Armentano e Brunete Fraccaroli vão dividir espaço com jovens talentos na proposição de novas tendências para a casa. Incentivar iniciantes é um dos objetivos da Casa Cor. Este ano, cinco expositores participarão da mostra pela primeira vez. Verde, azul e plástico - Pela proximidade de datas com a Feira Internacional do Móvel, realizada em Milão entre os dias 4 e 9 do mês passado, o evento paulistano deverá ser bastante influenciado pela exposição italiana. É o que afirma Roberto Dimbério, diretor-presidente da Casa Cor. ?Encontrei vários de nossos expositores em Milão?, conta. E quais foram as tendências apresentadas por lá? ?Saturação de cores, uso de uma gama enorme de verdes e azuis e do plástico em objetos de decoração.?Pela primeira vez em sua história, a Casa Cor será realizada sem a participação de seus fundadores. Os empresários Angélica Rueda, Yolanda Figueiredo e Javier Campos Malbran venderam o evento para o Banco Patrimônio, que encarregou Dimbério, ex-diretor de publicações sobre casa e família da editora Abril, de coordená-lo. ?Trata-se de um evento vitorioso e por isso vamos mantê-lo do jeito que é?, conta. ?Mas vamos expandi-lo para outras cidades.?Este ano, além de promover edições em 13 capitais brasileiras, a Casa Cor terá uma versão no Triângulo Mineiro e outra em Lima, no Peru. Desde 1991 o evento é oferecido como franquia a realizadores de toda a América Latina. A mais cosmopolita - Segundo Dimbério, freqüentador da mostra desde sua primeira edição, as diferenças regionais ficam bem evidentes em cada localidade em que ela se realiza. ?Em Fortaleza, o artesanato é muito explorado e no Rio de Janeiro os ambientes são bastante coloridos?, exemplifica. ?A exposição de São Paulo é a mais cosmopolita.?Dimbério comemora o crescimento do setor. "Existia, até pouco tempo, a cultura de manter a casa do mesmo jeito que foi montada. Mas as pessoas vêm criando o hábito de trocar ou incorporar peças aos ambientes.? No ano passado, 50 mil pessoas visitaram a Casa Cor paulistana. A expectativa é que esse número cresça 10% nesta edição.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.