Casa Cor 2003 ocupa hospital em SP

É de enlouquecer. A 17.ª edição da Casa Cor, que abre hoje para o público no antigo Hospital Matarazzo, tem a capacidade de deixar qualquer um doente de vontade de mudar aquilo que a gente costuma chamar de "decoração". Depois de visitar 111 ambientes e conferir como 140 arquitetos, decoradores e paisagistas transformaram o Pronto-Socorro e a Maternidade em um condomínio residencial completo, com milhares de soluções criativas, o mínimo que o evento deveria providenciar era um terapeuta de plantão. Só assim o visitante poderia se recuperar antes de voltar para casa.Delírios de consumo à parte, a Casa Cor foi concebida para revelar ao público o estilo de morar contemporâneo. "As pessoas estão interessadas em morar bem", acredita Roberto Dimbério, diretor da megaexposição. Uma platéia cada vez maior, é bom que se diga. Em 2001 foram 56 mil visitantes. Este ano, são esperados mais de 100 mil.Para ele, o vulto tomado pela Casa Cor - que das mansões que ocupava no início passou para prédios históricos e chega a 2003 com dimensão nunca vista -, não prejudica. No máximo, exige do visitante mais disposição. "A Casa Cor é para quem gosta e para quem ainda não sabe que gosta de decoração."Outro mérito deste formato grandioso é poder reintegrar um imóvel histórico à paisagem urbana. A Casa Cor já fez isso com a Cinemateca Brasileira (2001), com o antigo prédio da Febem no Pacaembu (2002) e agora com o Hospital Matarazzo. "É uma oportunidade única poder reabrir este complexo ao público", diz Dimbério. O melhor é que várias benfeitorias estruturais são agregadas de forma definitiva à obra.Por se tratar de um edifício tombado pelo patrimônio histórico, alguns espaços tiveram apenas de ser recuperados, sem grandes intervenções. Foi o caso da capela, restaurada por José Antonio de Castro Bernardes. "Consegui autorização para pintar o altar, obra que foi realizada pela artista plástica Eliane Goes", conta. Já o paisagista Roberto Riscala não quis mexer na estrutura do prédio e fez de corredor entre dois prédios um jardim de inverno, com direito a lareira a gás.A Casa Cor também vem cheia de frescor: 30% dos participantes estão no evento pela primeira vez, renovando as atrações, que vão da gastronomia - com restaurantes como o Badebec, o Sushi Bar, e a Chocolat du Jour - a compras, na loja do MAM e da Casa Cor.Casa Cor 2003, no Hospital Matarazzo (Al. Rio Claro, 190). Abre hoje e vai até 9 de julho. De terça a domingo, das 12h às 21h, inclusive nos feriados. Ingresso: R$ 25 (adulto); R$ 20 (maiores de 60 anos); R$ 12 (estudante com carteira da UNE e UBES); e R$ 1(criança de 6 a 10 anos). Estacionamento: R$ 15. Melhor ir de metrô e descer na Estação Trianon/Masp, que fica bem perto.

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