Cartões telefônicos com atores da Globo podem render R$ 5,6 milhões

O elenco de Laços de Família, da Globo, vai entrar literalmente na linha. Ou quase isso. Começam a circular, em agosto, os cartões telefônicos da série inspirada na novela das 8 de Manoel Carlos.Assim, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Alagoas, Bahia, Amazonas, Pará e mais dez Estados poderão receber, pelo menos, 26 milhões de unidades dos cartões. Essa foi a quantidade comercializada em maio pela Telemar, operadora de telefonia fixa presente nos 16 Estados em que a série será lançada.O número de cartões enfeitados com a carinha dos astros de Laços de Família ainda depende da encomenda dos patrocinadores, que queiram associar sua marca ao produto. Cada cota de patrocínio sai por R$ 64 mil, equivalentes à tiragem mínima de 400 mil cartões.O uso da imagem dos atores globais custará 16 centavos por cartão vendido. A emissora e a Telemar afirmam que o acordo ainda não foi selado. Mas o pai da idéia, Carlos Romero, diretor da CRM Marketing de Relacionamento, garante que o contrato já está assinado. "Estamos partindo para pôr o projeto em campo, o contrato efetivo já existe", afirma.Segundo uma projeção feita pela Telemar, diz Romero, até agosto estarão circulando 35 milhões de cartões da empresa, o que geraria para a Globo uma receita de R$ 5,6 milhões.O elenco de Laços de Família está sendo procurado para as negociações individuais que envolvem a cessão de imagem. A idéia é iniciar a série com os 15 personagens mais importantes da trama, como Helena (Vera Fischer), Edu (Reynaldo Gianecchini), Miguel (Tony Ramos), Pedro (José Mayer) e Alma (Marieta Severo)."É um produto de mídia que já nasce estabelecido, mas a demanda vai depender dos possíveis patrocinadores", avalia o diretor da CRM, sem esconder o apetite para fechar negócios com grandes empresas, valendo-se da popularidade da novela.A audiência da trama anda na casa dos 40 pontos, segundo a Globo. Junte-se ao ibope o fato de que cada cartão de 30 créditos é manipulado pelo usuário, em média, 15 vezes, e teremos o que Carlos Romero chama de "significativo recall da marca".

Agencia Estado,

16 de julho de 2000 | 16h19

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