Carta salvou homem que vendia imagens eróticas de Lenon

O dono de uma galeria de arte, processado em 1970 por vender litografias em que o ex-Beattle John Lennon e Yoko Ono apareciam em posições sexuais, pode ter sido declarado inocente por causa da preocupação manifestada, naquela época, por especialistas em questões artísticas, segundo documentos divulgados na Inglaterra nesta terça-feira.A decisão de processar Eugene Schuster, o dono da galeria, foi um dos casos jurídicos mais explorados daquele ano no país. Os investigadores da Scotland Yard diziam que as imagens vendidas pela Galeria London Arts eram fruto de uma "mente doentia".No julgamento, a promotoria decidiu apoiar-se em uma lei do século XIX ao invés de usar a lei de publicações obscenas, de aplicação muito mais comum e que certamente terminaria em condenação. A troca, que nunca foi explica, fez com que o caso fosse encerrado pela justiça em 27 de abril de 1970.Mas documentos que vieram a público pela primeira vez nesta terça-feira dão a entender que um dos motivos da absolvição poderiam ser as implicações sobre outras pinturas, entre elas a coleção da rainha Isabel II, caso Schuster fosse condenado. Entre os documentos está uma carta enviada à Scotland Yard pelo artista P.F.C. Fuller em que ele afirma que muitas coleções importantes levam traços de Rembrandt van Rijn e outros pintores inspirados em cenas eróticas.

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