Carol Gannon

MOROU E FEZ CARREIRA EM NOVA YORK, ONDE TRABALHOU COM A STYLIST PATRICIA FIELD, DE SEX AND THE CITY; EM 2007, DEPOIS DE VOLTAR AO BRASIL, CRIOU A GRIFE D'AROUCHE

Flavia Guerra, O Estado de S.Paulo

27 de fevereiro de 2011 | 00h00

Você morou em Nova York por 12 anos, onde já tinha uma carreira estabelecida. Como foi voltar ao Brasil e criar a D"Arouche?

Foi uma decisão difícil, mas acertada. Apesar de adorar o trabalho com a Patricia Field (estilista e figurinista de Sex and the City), de ter amigos, sentir saudade, estou feliz em São Paulo. Voltei em um momento em que parei para pensar no adulto que queria ser. E queria ser o tipo de pessoa que tem uma vida de bairro, que visita a família, que não é estrangeiro no lugar. Na bagagem, trouxe todo o conhecimento que adquiri nos anos em que trabalhei com a Patricia.

Aliás, como a conheceu?

Por meio do Alexandre Herchcovitch, que é meu amigo há muito tempo. Em 1994, levei algumas roupas dele para a Patricia ver. E ela adorou. Eu a convidei para vir ao Brasil. E ela veio! Para ver o desfile do Alexandre na Faap. E mesmo antes de voltar para NY, ela me convidou para trabalhar com ela. Aceitei.

E como era trabalhar com ela?

Tudo que aprendi eu devo a Patrícia. Passei por vários momentos da vida dela, de Sex&City a Spin City, passando pelo Oscar e o Emmy. Com ela, aprendi a "ver com os olhos de outra pessoa", ou seja, a produzir moda para os outros, mas também imprimir minha marca. Foi muito importante trabalhar com ela.

Como era o dia a dia?

Nunca trabalhei diretamente criando para uma série específica, mas tinha contato com todos os jobs. Meu trabalho estava muito mais ligado ao buying, trading forecast, com produção executiva. Tanto dos projetos para TV quanto para produtos do private label Patricia Field, como o relógio com a Seiko e até mesmo com a Mattel.

Na D"Arouche, você combina sua experiência em fashion business e a criação de moda?

Isso. Eu e o David Pollak, meu sócio, criamos uma moda para ser usada, claro, por outras pessoas, mas tudo que está lá é o que nós gostamos. Eu usaria tudo de lá. E foi importante trabalhar com a Patrícia para aprender a misturar minhas próprias referências com tendências globais. É para uma mulher cosmopolita, que vive aqui ou em Nova York. São peças simples, mas que têm uma pegada rock com a sofisticação da alfaiataria e o conforto da malha. Foi para poder criar peças clássicas e modernas que criamos a marca.

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