Carnaval com suspense e comédia

Almoço em Agosto

UBIRATAN BRASIL, O Estado de S.Paulo

13 Fevereiro 2013 | 02h06

22 H NA CULTURA

(Pranzo di Ferragosto). Itália, 2008. Direção de Gianni di Gregorio, com Valeria De Franciscis, Marina Cacciotti, Maria Calì, Grazia, Cesarini Sforza.

Homem de meia-idade enfrenta uma péssima situação financeira: ele mora com a mãe viúva, em um apartamento alugado, que está com pagamentos atrasados. O proprietário do imóvel apresenta, então, uma desagradável, porém irrecusável proposta: sugere que o homem acolha a mãe e a tia dele durante um feriado em troca do abatimento das pendências financeiras. Assim, é obrigado a virar babá das duas senhoras. Comédia sutil, que fez grande sucesso entre os paulistanos. Vale, realmente, como ótima opção. Reprise, colorido, 75 min.

Equilibrium

22H45 NA BANDEIRANTES

(Equilibrium). EUA, 2002. Direção de Kurt Wimmer, com Christian Bale, Dominic Purcell, Sean Bean.

No futuro, as artes, os livros, a música e os sentimentos são proibidos. Um dos agentes do governo deixa de tomar o remédio que inibe suas emoções e passa a lutar para destruir as regras do regime. Christian Bale é o destaque nesta ficção científica. Reprise, colorido, 107 min.

Curso de Verão

23 H NA REDE BRASIL

(Summer School). EUA, 1987. Direção de Carl Reiner, com Mark Harmon, Kirstie Alley.

Professor de educação física é forçado a dar um curso de inglês nas férias de verão para um grupo de alunos rebeldes. A princípio, eles apenas curtem o tempo juntos, mas quando se dão conta de que terão que passar de ano, os jovens começam a estudar e o professor mergulha de cabeça nesse desafio. Aventura juvenil para quem já não aguenta mais carnaval. Reprise, colorido, 97 min.

TV PAGA

Se Meu Dólar Falasse

11H45 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1970. Direção de Carlos Coimbra, com Dercy Gonçalves, Grande Otelo, Borges de Barros.

Uma nova rica sonha dia e noite em pertencer à alta sociedade. Com isso, ela se envolve ingenuamente com uma quadrilha de traficantes de tóxicos e, como o papel é vivido por Dercy Gonçalves, acontecem hilariantes complicações. Eis o mote dessa ingênua, mas divertida comédia dirigida por Carlos Coimbra. Reprise, preto e branco, 80 min.

O Último Metrô

12H25 NO TELECINE CULT

(Le Dernier Métro). França, 1980. Direção de François Truffaut, com Catherine Deneuve, Gerard Depardieu.

Um dos último filmes dirigidos por François Truffaut - depois desse, fez A Mulher do Lado e De Repente, Num Domingo, ambos com Fanny Ardant. Mas, em termos de obra-prima, o cartaz de hoje do Telecine Cult pode ser considerado sua derradeira. Trata-se de uma bela celebração do teatro. Durante a ocupação, judeu que possui sala de espetáculos em Paris se esconde no sótão para fugir dos nazistas. Sua mulher, que mantém a casa funcionando, se envolve com ator. Deneuve e Depardieu formam uma dupla encantadora. Reprise, colorido, 131 min.

Intriga Internacional

15H40 NO TCM

(North by Northwest). EUA, 1959. Direção de Alfred Hitchcock, com Cary Grant, Eva Marie Saint, James Mason, Jessie Royce-Landis, Martin Landau.

Publicitário é confundido com espião e vira alvo de uma caçada humana. James Stewart queria o papel que Cary Grant cria genialmente. Novamente, Hitchcock conta com maestria a história das agruras do homem errado, aquele que está no local errado e no momento errado. Ação, humor, suspense e grandes cenas - o ataque do avião na estrada deserta em pleno dia, o desfecho no Monte Rushmore, entre as caras esculpidas dos presidentes dos EUA, a simulação de sexo entre Grant e a bela Eva Marie Saint. Não bastasse isso, a trilha sonora de Bernard Herrmann e a abertura plástica de Saul Bass. Em sua habitual aparição, Hitch surge de forma cômica, quando as portas de um ônibus se fecham na sua cara. Um clássico. Reprise, colorido, 131 min.

O Equilibrista

16H35 NO TELECINE CULT

(Man on Wire). Reino Unido, 2008.

Direção James Marsh.

O francês Philippe Petit não é apaixonado pelo solo - ao menos, é o que demonstra O Equilibrista, ganhador do Oscar de documentário de 2008. É sobre sua paixão em caminhar sobre uma corda esticada a uma gigantesca altura que trata o filme. Especialmente sua maior façanha: atravessar o enorme vão que separava as duas torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Sobre um fio de aço, ele driblou seguranças e policiais para percorrer, sem nenhuma proteção, aquele trajeto, em 1974. Dirigido por James Marsh, o filme conta como Petit ensaiou suas estripulias entre as torres da catedral de Notre-Dame ou em uma ponte em Sydney. Graças à destruição das duas torres no famoso ataque terrorista de 11 de setembro de 2001, a ousadia de Petit ganhou um inesperado efeito político no documentário de Marsh. Com a luta antiterror capitaneada pelo ex-presidente George W. Bush em seus dois mandatos, acompanhar a tensa mas bela travessia, ao som das Gnossiennes, de Erik Satie, provoca o efeito mágico de recuperar as torres - e também de uma época em que a ousadia humana parecia se limitar a ações como essa. Reprise, colorido, 89 min.

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