Carla Bruni desculpa-se por acusação contra revista

Carla Bruni, a nova mulher do presidente da França, Nicolas Sarkozy, desculpou-se na quarta-feira por ter comparado os métodos utilizados por uma revista francesa àqueles usados pelos colaboradores dos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Em sua primeira entrevista desde que se casou com Sarkozy, no começo deste mês, Bruni criticou o site da revista esquerdista Nouvel Observateur. O site tinha sugerido que Sarkozy desejava voltar para a mulher com quem tinha sido casado até pouco tempo atrás. "Isso é o tipo de site que, se tivesse existido durante a guerra, teria denunciado judeus", afirmou Bruni em uma entrevista concedida à edição de terça-feira da revista L'Express. Segundo o Nouvel Observateur, as declarações da ex-modelo eram "bastante singulares e patéticas". Bruni tentou imediatamente colocar panos quentes na polêmica. "Se ofendi alguém, gostaria de dizer que lamento terrivelmente", afirmou em um comunicado divulgado em uma página do site do L'Express -- http://www.lexpress.fr/info/quotidien/actu.asp?id=465869. "Eu quis apenas deixar claro o quão negativamente interpreto esses ataques pessoais, que degradam os meios de comunicação", acrescentou. Na semana passada, o Nouvel Observateur disse que Sarkozy havia enviado uma mensagem de texto a sua ex-mulher Cecilia, oito dias antes do casamento com Bruni, prometendo "desistir de tudo" se ela voltasse aos braços dele. O presidente negou que tenha feito isso e adotou uma medida sem precedentes para um dirigente francês. Deu início a um processo judicial sob a acusação de falsificação e utilização de material forjado -- acusações criminais que podem resultar em penas de prisão para os editores da revista caso a Justiça as acate. O Nouvel Observateur defendeu a veracidade da história, mantendo o impasse com Sarkozy, episódio esse que chama atenção para as relações cada vez mais problemáticas do presidente com a mídia francesa. Na longa entrevista concedida ao L'Express, Bruni defendeu o marido e negou que o casamento deles tenha sido precipitado. Sarkozy e Bruni, que se lançou como cantora, selaram seus votos apenas três meses depois de terem se encontrado pela primeira vez e somente quatro meses após o presidente ter concluído um doloroso processo de divórcio de Cecilia. "As coisas entre Nicolas e eu não foram rápidas, foram imediatas. Portanto, no que diz respeito a nós dois, as coisas aconteceram de forma bastante lenta", afirmou Bruni. (Por Crispian Balmer)

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