Carioca Monique Kessous lança seu segundo disco

Apesar de parecer uma mulher de voz suave, a carioca Monique Kessous, 26 anos, só tem rosto de mocinha delicada. Quando abre a boca e solta um vozeirão, mostra uma capacidade até surpreendente. Uma bela voz de contralto, afinada, segura. Nada de agudos desnecessários nem gritinhos enjoativos. Esse é o grande trunfo de "Monique Kessous", o segundo disco da moça, lançado recentemente. As 12 faixas do álbum não cansam os ouvidos. São agradáveis e ótimas para se ouvir em casa, num dia chuvoso, ou na estrada, numa viagem com pegada romântica.

AE, Agência Estado

30 de dezembro de 2010 | 11h25

Após a audição das primeiras canções, também é possível logo perceber semelhanças do timbre

dela com o de outra contralto de respeito da música brasileira: Marisa Monte. A lembrança não

acontece nas notas graves, pois a voz de Monique atinge tons mais graves com muita facilidade. Mas quando ela se arrisca a atingir tons mais agudos e difíceis, a semelhança é impressionante. A moça é simpática quando perguntada sobre essa influência: "Sempre ouvi Marisa. Ela me influenciou muito. Muita gente fala que minha voz parece com a dela", diz a cantora, que ressalta também a influência de outras potentes vozes femininas brasileiras, como Gal Costa e Maria Bethânia, das jazzistas americanas Peggy Lee e Ella Fitzgerald, da francesa Camille e da cantora cabo-verdiana Mayra Andrade.

Monique tinha 24 anos quando lançou seu primeiro disco, "Com Essa Cor", pelo selo Som Livre. "Aquele foi um trabalho artesanal. Fiz com meus amigos, no meu tempo. Amadureci muito com aquele processo", conta. Quando as ideias para o segundo disco começavam a ganhar forma, no fim de 2009, o produtor Rodrigo Vidal mostrou algumas demos com a voz da moça para a gravadora Sony Music. Enquanto o disco era feito, o contrato com a empresa era assinado. Monique se tornou uma artista agenciada pela gravadora, através da empresa Day 1, que por aqui agencia as cantoras Maria Gadú, Ana Cañas, a dupla Victor e Leo, entre outros.

Mesmo feito de forma muito mais profissional, garante a própria, "Monique Kessous" é um disco

emotivo. Das 12 canções, dez são de autoria da artista - duas em parceria com o irmão dois anos mais velho, Denny. O tema é quase sempre a mesmo: o amor. "Quis colocar essa temática no disco. É algo comum entre todas as pessoas", explica. Monique conta que apenas uma canção, "Calma Aí", veio, de fato, de experiência própria. Os versos "Outra vez, sem sentir / Corro para os braços que me largam / Na tristeza de sentir tanta solidão / Acompanhada por aí de tanto amor para dar / Não vou mais chorar", foram criados após uma briga com um namorado. Ela, soluçando, colocou o violão no colo e começou a cantarolar, enquanto as lágrimas desciam pelo seu rosto. Há uma doçura delicada, sim. Mas a fragilidade passa longe. É só ouvir. As informações são do Jornal da Tarde.

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