Luiz C. Ribeiro/ TV Globo/ Divulgação
Luiz C. Ribeiro/ TV Globo/ Divulgação

Carioca é cobiçado por canais dos EUA

Pedro Andrade terá programa ao vivo em rede norte-americana e apresentará 'Manhattan Connection' de Miami

João Fernando, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2013 | 02h19

Pedro Andrade vai guardar os cascos e reforçar o protetor solar. Esta semana, o apresentador começará a trabalhar em Miami e vai ancorar de lá sua participação no Manhattan Connection a partir do próximo domingo.

"Não estou trocando Nova York por Miami. Vou para lá pelo menos duas vezes por mês", avisa o carioca, que acaba de ser contratado pela rede norte-americana ABC, uma das maiores emissoras abertas dos EUA. Quando não estiver na bancada com Lucas Mendes e Caio Blinder, o que só poderá acontecer uma vez por mês, Pedro vai comandar um programa de variedades no Fusion, novo canal da ABC, cuja sede é em Miami. "Também serei correspondente da Flórida do Good Morning America, o programa matinal mais importante dos EUA."

Ele ainda não sabe qual será o formato de seu novo programa, mas afirma que manterá suas reportagens com dicas de NY e também da nova cidade. "Fiquei chocado quando soube que a Globo News não tinha base em Miami. É uma meca para brasileiros, 47% do mercado imobiliário é de brasileiros. No segundo maior outlet, 71% do dinheiro vêm do Brasil. Eu estarei num lugar relevante para o nosso público", disse ao Estado por telefone depois de gravar o Manhattan Connection, antes da mudança.

O apresentador ainda não sabe em qual cenário os brasileiros o verão. "Semana que vem, a gente vai ter testes. Apesar de o estúdio ser uma maravilha, não fica de frente para o mar. Uma das exigências é que me permitissem vir a NY para fazer as matérias externas. A outra é que me dessem um estúdio dentro da ABC de Miami para fazer o Manhattan. Sem falsa modéstia, eu fiquei chocado e lisonjeado. Não imaginava que eles fossem se desdobrar como se desdobraram para me ter no programa", conta ele, que trocou a NBC, outra grande rede de lá, pela ABC.

Apesar de ser brasileiro, Pedro passa despercebido pelos ianques. "Nunca houve reclamação do meu sotaque. Há muitos obstáculos, você tem de se provar muitas vezes mais do que um norte-americano. Mas meu trabalho fala por si só", opina ele, radicado lá desde 2001.

Responsável pelo momento de leveza em meio ao papo político-econômico da atração da Globo News, o carioca de 34 anos diz não se sentir um peixe fora d'água. "Minha intenção era não ser o café com leite da bancada. Em momento algum eu queria 'O Pedro é o mais novo, o Pedro não conta'. Aos poucos, conquistei esse respeito. Minha participação no Manhattan é trabalhosa. É a sessão prazerosa, mas eu produzo, escrevo, ajudo a editar. Não me sinto segregado a só falar de cultura. Hoje, posso falar de igual para igual sobre a política externa do Quirguistão."

De desconhecidos, os colegas de bancada passaram a melhores amigos. "Vejo menos o Caio porque ele mora em Nova Jersey. O Lucas e a família dele são a minha segunda família. Ele é um mentor, uma inspiração. Não é uma relação de figura paterna. É amigo de sair para ouvir jazz, tomar martini. Apesar da diferença de idade, é de igual para igual. Vou ser grato a ele pelo resto da minha vida."

Há quatro anos, quando entrou no programa brasileiro, teve de se adaptar a falar em português na TV. "No início, eu escorregava numa palavra inglês. Acho isso pedante. Por não ser uma atitude inconsciente, tinha medo de parecer pretensioso", confessa ele, que não descarta voltar para o Brasil, porém quer aproveitar a nova fase. "Sou o primeiro brasileiro a conseguir esse espaço em rede nacional norte-americana. É algo de que me orgulho."

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