Cárcere de luxo na Suíça

CORRESPONDENTE

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

28 de maio de 2010 | 00h00

GSTAAD, SUÍÇA

Janelas abertas para um dos cenários mais impressionantes dos Alpes, cadeiras no jardim florido e uma calma absoluta. É assim que Roman Polanski, de 76 anos, vive seus dias de prisão, no que vem sendo chamado de o cárcere mais luxuoso do mundo. Há exatos oito meses detido pelas autoridades suíças por um caso de pedofilia em 1977, Polanski orientou os assistentes a dar os últimos retoques em seu filme, O Escritor Fantasma, já da prisão.

Há oito meses, viajou até a Suíça para receber um prêmio e acabou preso. Com fiança de US$ 4,5 milhões, a Justiça o autorizou a aguardar a extradição aos EUA fora da prisão. Depois de ficar dois meses numa cadeia, passou a usar seu chalé, na sofisticada estação de esqui de Gstaad, como local de confinamento.

O Estado tentou falar com o cineasta, batendo à sua porta. Em francês, uma pessoa atendeu o interfone. "O sr. Polanski não quer falar com ninguém" , disse a voz, sem se identificar. Segundos depois, todas as janelas e portas de seu chalé foram fechadas e cortinas foram instaladas. A Justiça suíça garante que ele está sob "constante monitoramento eletrônico" e que um alarme foi instalado em seu chalé.

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