Caras novas para ganhar longevidade

Na quarta temporada, que estreia amanhã, 'A Liga' muda de elenco e exibe quadros em que testa participantes

JOÃO FERNANDO, O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2013 | 02h06

Bem na fita com a direção da Band, que o manteve na nova temporada de A Liga - com estreia marcada para amanhã, às 22h30 -, Cazé não anda lá agradando os amigos por causa das intensas gravações do programa. "Fico 24 horas à disposição. A agenda fica aberta o tempo inteiro. Quando vou marcar algo, digo: 'Não me leve a mal, talvez a gente tenha de transferir ou desmarcar. Faz parte do trabalho'. Não tem feriado nem fim de semana", conta.

Na nova fase da atração, ele dividirá a cena com os calouros Mariana Weickert, com passagens pelo GNT, a jornalista Rita Batista, apresentadora da Band desde o ano passado, o ex-VJ China, e o rapper Thaíde, figura já conhecida de etapas anteriores de A Liga. Frequentemente com temas atemporais, o programa vai misturar assuntos mais quentes e começa com a história do funqueiro MC Daleste, assassinado no palco há cerca de uma semana.

O episódio de estreia mobilizou os cinco apresentadores, que mostram um fato por diferentes ângulos, e foi definido em cima da hora para a abrir a temporada. "A gente sentiu que era o momento e já tínhamos gravado com essas pessoas (do funk)", explica Sebastián Gadea, diretor da atração desde o primeiro ano no ar.

Para não desperdiçar o material gravado caso haja outra edição extraordinária, A Liga pode ter dois temas por capítulo. "Cada programa leva de quatro a seis semanas para ser produzido na íntegra. Temos uma pré-produção profunda para encontrar os personagens, pois a pessoa vai expor sua vida para o Brasil", detalha Cazé.

Para manter os frescor, a atração terá novos quadros, como Mundos Opostos, em que convidados com personalidades opostas, como um pastor evangélico que se diz ex-gay e uma drag queen militante dos direitos dos homossexuais, terão de passar um tempo juntas. A troca de apresentadores também faz parte do pacote de renovação do programa, que começou com Rafinha Bastos no elenco, há três anos.

Sebastián Gaeda acredita que a chegada de A Liga provocou a criação de programas similares na TV, que também exploram um tema por vertentes distintas. Ele, porém, não vê os concorrentes como ameaça. "Não é copia, é uma influência nossa", minimiza. O formato é mais um dos criados pela Eyeworks Cuatro Cabezas, produtora argentina que dominou a Band e implementou o CQC e Polícia 24 Horas, uma das melhores audiências do canal.

Exibida pela primeira vez em 2005, na Argentina, a atração tem versões no Chile e Espanha. "A Liga veio para colocar um pouco de confusão em algo que estava segmentado com jornalismo de um lado e entretimento de outro. Contamos fatos jornalísticos relevantes com foco na questão humana. Mostramos o momento mais bem-humorado, o repórter pode experimentar na pele (o que o personagem passa)", aposta o argentino.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.