Canal pago traz de volta desenhos clássicos

O bumerangue já estava no ar há dois anos, mas só agora ele fez a curva para voltar com a força multiplicada. Ligado ao Cartoon Network, o canal de desenhos animados Boomerang chegou à grade da rede Net no dia 1º de agosto e já está disponível para todos assinantes brasileiros de tevê a cabo - já que, desde 2001, ele é exibido pela outra operadora, a TVA. Com isso, Zé Colméia, Pepe Legal, Dom Pixote, Penélope Charmosa e Manda-Chuva (entre vários outros) estão espaçosos como nunca por poderem se exibir para mais espectadores. As 24 horas de programação com clássicos dos estúdios Hanna-Barbera e MGM podem entreter pais e filhos. Pelo menos é nisso que acreditam os executivos do Boomerang. "Os adultos, pais ou nostálgicos, são um dos alvos principais de nossa campanha, pois os desenhos são antigos e devem atingir o público mais velho", diz Barry Koch, diretor internacional do canal, de Atlanta. "Mas, as crianças entre três e sete anos também devem se interessar pelo canal pois, para eles, esses personagens são novidade." "Gosto muito dos desenhos da Hanna-Barbera: eles não são violentos, são atemporais, inventivos e não cansam", diz Antônio Carrero, editor do site Mofolândia, especializado em desenhos antigos. "Mas o melhor, na minha opinião, é que os desenhos preservam a dublagem original. Como o canal é voltado para a nostalgia, isso é muito importante porque podemos identificar os personagens pelas vozes." A longevidade dos personagens do estúdio Hanna-Barbera, acredita Barry Kock, está ligada ao estilo que aqueles desenhos apresentam. "A combinação de roteiros inteligentes, personalidades marcantes e músicas excelentes transformaram aquelas histórias em clássicos", arrisca. "A pureza e a ingenuidade daqueles personagens cativam todo mundo", acrescenta Ciro Kawamura, diretor de marketing e produtos do grupo Net no Brasil. Uma pesquisa com espectadores do Boomerang indica que 37% do público do canal é formado por adultos acima de 35 anos. "O Boomerang aproxima gerações", diz Kawamura. "Os pais querem mostrar para os filhos os desenhos de sua época." Se for mesmo assim, o índice de brigas pela posse do controle remoto nas casas de família no Brasil poderá cair bastante a partir de agora.

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