Canal do MinC deve ir ao ar em abril

Já está tudo pronto para o canal Arte & Cultura, a televisão do Ministério da Cultura, ir ao ar. O secretário do Audiovisual, Álvaro Moisés, responsável pelo projeto, faz mistério em relação à data exata, mas a reportagem apurou junto ao setor técnico da TV Cultura (responsável pela geração do sinal), que será numa segunda-feira, dia 2 de abril, com a exibição de dois documentários. O canal estará disponível em todas as operadoras pagas, via cabo ou mini-parabólicas.O maior empecilho, que pode até provocar um adiamento, estaria na resistência da NET, uma das operadoras, que argumenta que os canais públicos já estariam sendo utilizados. Pela lei que regulamenta a TV a cabo, as operadoras são obrigadas a disponibilizar seis canais públicos e realmente já há seis em uso: TV Senado, TV Câmara, TV Legislativa, CNU (Universitária), TV Comunitária e a Radiobrás no NBR.Teoricamente, uma das duas últimas deveria ceder espaço para o Arte & Cultura, mas Moisés argumenta que a lei fala especificamente em um canal cultural, categoria em que não se enquadram nenhum dos que estão no ar. "A legislação é clara na obrigatoriedade de haver um canal legislativo, um comunitário, um universitário e um cultural. É este último que será ocupado pelo Arte & Cultura." Se o acordo não for fechado a tempo, a TV poderá não ir ao ar.Programação - Embora haja grande mistério em relação à programação, tudo indica que haverá bons motivos para sintonizar a TV do Ministério. Aos domingos, por exemplo, será exibido o programa Revista do Cinema Brasileiro, que vai ao ar no Canal Brasil e também na TV Cultura; dois curtas metragens, todos concorrentes ao Grande Prêmio Cinema Brasil; e um filme, que poderá ser brasileiro ou clássico europeu ou americanos. No primeiro domingo, deverá ir ao ar O Bandido da Luz Vermelha, de Rogério Sganzerla, embora Gaijin, de Tizuka Yamazaki, também esteja cotado.A produção da Funarte estará na programação, bem como dezenas de shows inéditos, com astros como João Bosco, Paulinho Nogueira, Egberto Gismonti e Altamiro Carrilho, entre outros. Haverá espaço para uma série de entrevistas com escritores brasileiros, como Autran Dourado, Adélia Prado e J. J. Veiga; programas de artes plásticas, teatro etc.Inicialmente serão duas horas diárias, no horário nobre, sempre das 21 h às 23 h. Nos fins de semana, serão três horas, das 20 h às 23 h. "Os três primeiros meses serão em caráter experimental, ao longo dos quais iremos definir uma grade efetiva", diz Álvaro Moisés. Depois disso, a tendência é que se aumente a duração da programação. "Estaremos abertos a sugestões." Na semana que vem, serão divulgados mais detalhes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.