Canal Brasil será distribuído pela TVA

Era o que faltava para o Canal Brasil: ser visto - ou mais visto. A direção anunciou ontem uma parceria de transmissão com a Associação Neo TV, que tem 820 mil assinantes em 321 cidades do País. Isso significa, também, que o canal fará parte da grade da TVA Digital e de outras associadas, Vivax e a Boa Vista Cabo. Na TVA, será o canal 79 e acessível aos assinantes do pacote intermediário a partir de junho. É o primeiro canal Globosat a fazer parte da TVA, que tem 350 mil assinantes. Hoje, ele é distribuído pela Net, em apenas oito cidades e, ainda assim, não está no pacote mais barato. Pode ser visto também via satélite, pela Sky. "Éramos uma cabeça e um tronco, agora somos cabeça, tronco e membros", brincou o cineasta e produtor Luiz Carlos Barreto, que fundou o canal em 1998 com um grupo de cineastas - Zelito Viana, Marco Altberg, Aníbal Massaini e Roberto Faria -, numa parceria com a Globosat. "Começamos o canal com nossos acervos. Desde o Cinema Novo, tínhamos o sonho de que o cinema nacional chegasse à TV." Oito anos depois, em tempos mais confortáveis para o cinema, a TV não só recebe, mas disputa os filmes nacionais campeões de bilheteria. E o Canal Brasil, que deveria ser o exibidor natural, sai perdendo nas negociações. "Claro que nossa receita não permite que sejamos competitivos nessas negociações, por enquanto. Mesmo assim, estamos incrementando constantemente a programação", diz o diretor-geral do canal, Paulo Mendonça, citando a faixa Seleção Brasileira, de filmes recentes - o de maio é Os Normais, de José Alvarenga Jr. A previsão de faturamento para este ano é R$ 600 mil. Não é muito, mas já é o dobro da publicidade de 2005. Com a receita, o canal atua como produtor: no momento, quatro documentários estão a todo vapor.

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