Canais internacionais questionam Ancine sobre brechas da nova lei

Dispostos a esclarecer mais um pacote de dúvidas sobre questões pendentes à regulamentação da Lei 12.485, que estabelece regras para a TV paga no Brasil, programadores internacionais de TV tiveram mais uma reunião com o presidente da Ancine, Manoel Rangel, ontem, no Rio. As questões mais prementes ainda dizem respeito ao cumprimento de cotas de produção nacional na faixa nobre.

O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h09

Afinal, reality show vale ou não para o cumprimento de cotas? Um grupo de cineastas e produtores contesta tal permissão. A Sony menciona que faria de bom grado uma versão nacional do Top Chef, que tem lá uma série de ensinamentos úteis aos profissionais do ramo. Mas o projeto está à espera do aval definitivo da Ancine sobre a aceitação de realities como cota brasileira.

Canais que pretendem cumprir cotas só com a exibição de filmes encontraram também uma restrição: 50% dos longas-metragens têm de ter menos de sete anos. Assim, não vale, por exemplo, para o TCM, cujo cardápio é baseado em produções clássicas, adquirir um Glauber Rocha.

A esse propósito, uma das soluções em estudo é que um mesmo grupo possa acumular as cotas nacionais de um canal que tenha dificuldade editorial em encaixar lá cenas brasileiras (caso do TCM) em outro canal do mesmo conglomerado, como o Glitz* ou TrueTV, que são igualmente da Turner. Mas, nesse caso, grupos menores, de dois ou três canais, ficariam em desvantagem, sem tantas opções para migrar cotas entre um canal e outro. E isso é só uma parte das pendências ainda abertas pela nova lei.

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