Campanha da Dolce & Gabanna é violenta, acusa Reino Unido

A grife italiana Dolce & Gabanna está sendo acusada, no Reino Unido, de fazer apologia à violência porque, em outubro de 2006, lançou uma campanha publicitária com fotos que mostravam homens e mulheres ameaçando jogar facas uns nos outros, informou o jornal argentino El Clarín. A empresa se defendeu alegando que as imagens pretendem "recriar a arte do século 19". Em uma das fotos da campanha, de um lado mulheres seguram facas e, do outro, dois homens exibem o objeto, enquanto um terceiro está sentado em uma cadeira e outro está jogado no chão com uma ferida na cabeça. Os anúncios, publicados em outubro, são atualmente o centro da polêmica na Grã-Bretanha, segundo informou nesta quarta-feira a imprensa do país. A Autoridade de Qualidade Publicitária (ASA, na sigla em inglês) do Reino Unido recebeu mais de 150 reclamações vindas de pessoas que consideraram que as imagens fazem apologia à violência e que não devem mais ser exibidas.No mês em que a campanha foi inaugurada, o jornal The Times publicou uma nota expressando preocupação com as fotos, uma vez que é cada vez maior no Reino Unido o número de crimes cometidos com armas brancas.A ASA afirmou, através de recente comunicado, que as imagens são esteticamente bonitas, mas podem causar "sérias ofensas". E conclui: "Lembramos à Dolce & Gabbana que seu dever é mostrar nas campanhas atitude responsável com relação aos consumidores e à sociedade". A grife italiana argumentou que o que busca é recriar a arte de princípios do século 19 e a estética do período napoleônico "enfatizando os efeitos teatrais do gênero". E afirmou ainda que as mesmas fotos não geraram nenhuma crítica nos Estados Unidos, na China e no Japão.

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