Caio Blat e Maria Ribeiro protagonizam 'Histórias de Amor'

Atores evitam trabalhar juntos, mas Paulo Halm os conquistou com roteiro de seu 1º longa como diretor

AE, Agencia Estado

24 de novembro de 2008 | 11h05

Casados há um ano, Caio Blat e Maria Ribeiro já dividiram o palco no teatro, mas não gostam de vincular suas carreiras uma à do outro. Não aceitam fazer comerciais como casal, trabalham em emissoras de TV distintas - ele, na Globo; ela, na Record -, tocam seus projetos no cinema separadamente. No entanto, no ano que vem, Caio e Maria serão vistos juntos, e em crise, no filme Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, do roteirista Paulo Halm (de A Casa da Mãe Joana, Amores Possíveis, Pequeno Dicionário Amoroso e muitos outros), em seu primeiro longa como diretor."Eu só aceitei porque o roteiro é incrível. Não tenho esse projeto de ser ?casal telejornal?. Quanto menos as pessoas souberem da minha vida, melhor", diz Maria. Ela foi tomada pela história de Zeca e Júlia no ano passado, logo que chegou de Berlim, onde Tropa de Elite ganhara o Urso de Ouro (Maria fazia a mulher do Capitão Nascimento).Caio, que já havia lido o roteiro, foi o primeiro ator em quem Paulo Halm pensou para viver Zeca, um sujeito de 30 anos que age como adolescente, à custa de uma herança e tenta escrever um livro que nunca termina. "Além de ser o melhor ator de sua geração, com um talento inesgotável, Caio tem a idade do personagem", justifica Halm. "O filme é sobre a geração que, apesar de ter talento, nunca decola. São escritores que escrevem e não publicam, cineastas que não filmam, compositores que não gravam..."Ele escreveu o roteiro entre 2002 e 2003, em meio a projetos de outros, mas só agora ganhou confiança para tocá-lo. Não o vê sob o rótulo de comédia romântica, apesar de ser uma história centrada num casal, com o casamento abalado pelas diferenças entre os dois - ele é melancólico, utopista, inerte e romântico; ela, resoluta, ativa, professora de belas-artes e doutoranda. O filme, realizado com recursos do Programa Petrobras Cultural, passa-se no centro do Rio. A maior parte das filmagens, que terminaram segunda-feira, foi num prédio dos anos 30, onde os protagonistas moram. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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