Caderno destaca patrimônio histórico da energia elétrica paulista

A Fundação Patrimônio Histórico da Energia de São Paulo, entidade mantida pelas concessionárias do setor elétrico, retomou a publicação do caderno temático História & Energia, cuja edição estava interrompida desde 1997. O caderno número 8, que está sendo distribuído para as bibliotecas públicas e instituições de pesquisa, destaca o Museu da Energia, instalado em Itu e com um núcleo em Jundiaí, e quatro usinas-parque consideradas históricas. De acordo com a presidente executiva da Fundação, Vera Maria de Barroz Ferraz, são exemplares representativos da história da energia no Estado de São Paulo ou a ela vinculados. "Vencido o desafio de integrar a documentação arquivística, resta transformar este rico patrimônio arquitetônico em equipamento social do presente, através do restauro e da revitalização desses imóveis", afirma. O Museu da Energia de Itu ocupa 20 páginas da publicação, com texto do historiador Jonas Soares de Souza, do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP) sobre as origens da cidade. Os pesquisadores Sueli Martini e Júlio César Assis Kuhl associam o surgimento da Companhia Ituana Força e Luz, em 1903, ao potencial hidráulico proporcionado pelos desníveis do Rio Tietê, nas imediações de Salto. A Usina de Lavras, inaugurada em 1906, juntamente com a iluminação da cidade de Itu, é mostrada com fotografias da década de 20. O caderno destaca ainda a Usina de Porto Góes, junto à cachoeira de Salto, inaugurada em 1928 para fornecer energia à tecelagem Brasital e até hoje em operação. O sobrado de Itu, construído em 1847 e adquirido em 1908 pela Companhia Ituana, foi inteiramente restaurado para abrigar o museu. Na abordagem da história da energia em Jundiaí, a publicação destaca o engenheiro Eloy Chaves (1875-1964), um dos pioneiros da eletricidade no Estado de São Paulo. No capítulo dedicado às usinas-parque é destacada a hidrelétrica de Corumbataí, em Rio Claro, com sua casas as máquinas e outras instalações. Também são mostradas as usinas de São Valentim, em Santa Rita do Passa Quatro, de Salesópolis, nessa cidade, e a Usina do Jacaré, em Brotas. A Fundação está realizando estudos para tornar acessíveis ao público as áreas que envolvem essas usinas-parque. O objetivo é mostrar o rico acervo histórico, arquitetônico e natural desses núcleos, através de um programa de turismo orientado. Na Usina de Salesópolis, por exemplo, é possível apreciar o Rio Tietê ainda limpo, antes de ser contaminado pela poluição em São Paulo.

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