Sergio Perez/Reuters
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Buscas terminam fase inicial com indícios de onde pode estar o corpo de Cervantes

Pesquisadores estão otimistas na empreitada, que procura celebrar a memória do autor de 'Dom Quixote'

EFE

30 de abril de 2014 | 12h20

A exploração da igreja de las Trinitarias de Madrid, onde se realizam as buscas pelos restos mortais de Miguel de Cervantes, terminou nesta manhã, com a satisfação para os investigadores de ter delimitado o espaço onde pode estar enterrado o escritor.

Depois de três dias de trabalho de campo, a equipe técnica sob o comando de Luis Avial processará os dados até elaborar um plano tridimensional que indique as cavidades onde se puderam registrar sepultamentos, tarefa que deve durar um mês.

Mesmo assim, já nos primeiros dias de trabalho, Avial disse às agências internacionais que já existem algumas certezas, mas que por enquanto não pode revelar. "Analisando apenas o que me diz o radar, sei que tenho uma estrutura bem clara de onde pode estar e de onde não pode estar o corpo", disse.

Desde segunda-feira, uma dezena de técnicos rastreou com radares e infravermelhos a igreja das Trinitarias, incluindo uma cripta a que não se obtinha acesso desde 1955, em busca das cavidades nas quais podem ter havido sepultamentos.

O trabalho, segundo Avial,tem sido "satisfatório" e já permite conhecer a estrutura inicial da igreja, na qual Cervantes foi enterrado em 1616 e que foi remodelada no final do século 17.

"Já temos uma compreensão da estrutura morfológica, já sabemos como é a igreja e como era o outro edifício, assim como as anomalias do subsolo", disse o pesquisador, que acredita que o mapa tridimensional dará informações "muito precisas".

Os trabalhos de processamento devem começar na próxima semana, e a partir deles será elaborado um relatório para determinar se a segunda fase da operação é viável. Essa fase se constituirá de uma escavação seletiva para tentar encontrar restos mortais que podem ser de Cervantes. Uma terceira fase realizaria a análise em laboratório do material, para confirmar se os restos são mesmo do escritor. A previsão para a conclusão do trabalho é para entre este ano e 2015, quando se celebra o quarto centenário da publicação da segunda parte do Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de la Mancha.

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