Busca eterna por um sentido

Apesar do salto altíssimo, Noomi Rapace é mignon. Parece muito maior na tela - mas sua beleza particular causa da fascinação. Há pouco, Noomi foi vista no segundo Sherlock Holmes, com Robert Downey Jr. e Jude Law. A carreira agora ganha um impulso considerável. Ela é a protagonista de Prometheus. "Desde que vi Alien na adolescência, Ripley (a personagem de Sigourney Weaver) virou um modelo para mim. Quando Ridley disse que há tempos queria trabalhar comigo, fiquei nas nuvens. Ainda bem que ele encontrou o papel certo." Noomi faz a cientista Elizabeth Shaw, que, em princípio, comanda a expedição científica a esse planeta distante, para onde apontam desenhos representativos de várias culturas. Elizabeth busca respostas para questões transcendentais. À bordo, outros possuem agenda diferente.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2012 | 03h09

"Havia me preparado para fazer uma ficção científica nos moldes de Hollywood, representando contra um fundo verde, ou azul. Achei que minha principal ferramenta seria, aqui, a imaginação, mas Ridley me surpreendeu. Filmamos em locações distantes, lugares que nem sabia que existiam. Era tudo muito real e, as vezes, assustador." Nenhuma cena foi mais difícil que a luta contra o monstro que emerge do seu ventre. "Estava naquele espaco exíguo, e ele era pesado, além de tudo. Nas cenas em que corro no planeta, entre as pedras, caí várias vezes e cheguei a me machucar com certa gravidade."

Sua perso0nagem busca respostas para o mistério da existência e a busca de Deus. Encontra o mal. "Mas Elizabeth não vai desistir. É o que mais gosto nela. Embora racional, ela acredita. E vai seguir buscando." O filme terá uma sequência? "E como é que a gente vai chamar - Prometheus já é uma prequel de Alien." E como foi o encontro com Ridley Scott. "Ele me falou da mãe dele como uma mulher muito forte, que tem sido o modelo para suas personagens femininas. Ele não gosta de ser chamado de feminista, mas é."

Noomi acredita na preparação psicológica para os papéis. "O roteiro já me dava indicações, mas criei uma história para Elizabeth. A perda da mãe, do pai, a busca por alguma coisa que a ultrapassa, tudo isso é muito interessante. E houve também a preparação física."Por falar em fisicalidade, como foi protagonizar a primeira cena de sexo no espaço? "Fico nua boa parte do tempo, não tem problema, mas sexo no espaço é muito mais complicado do que parece. Filmamos duas ou três possibilidades para a questão da gravidade," Qual é o próximo papel? Uma comédia romântica, para variar? "Deus me livre. O que me inspira é outra coisa." / L.C.M.

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