Burman traz longa premiado

Daniel Burman está no Rio com o novo longa, La Suerte en Tus Manos. Na sexta-feira, o filme perdeu a indicação da Argentina para concorrer a uma vaga no Oscar. "Não há do que me queixar. Infância Clandestina era o melhor." O filme de Benjamin Ávila é uma coprodução com o Brasil e evoca os anos de chumbo.

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2012 | 03h06

A Sorte em Tuas Mãos também é uma coprodução brasileira - com a Imovision, de Jean-Thomas Bernardini, que vai distribuir o filme no País. Burman promete voltar em novembro, para a estreia (no dia 8). Vai tentar trazer o protagonista, Jorge Drexler. O cantor de Diários de Motocicleta? "Não podia fazer o filme com Daniel Hendler porque ele não tem a idade certa. Ouvi Jorge cantar a canção que fez para o filho. Ele colocava tanto sentimento que me dei conta de que estava interpretando uma coisa que já havia cantado milhares de vezes. Propus-lhe o papel e ele me chamou para conversarmos.

A Sorte trata de relacionamentos, de judaísmo, tudo o que você costuma ver no cinema de Daniel Burman. E é diferente - trata de jogo no mundo virtual. "É um filme sobre o risco que é preciso correr para ter uma segunda chance." Burman ganhou o prêmio de roteiro no Tribeca Festival. "Como os meus contos interessam a público tão diversos? Dois Irmãos fez sucesso na Argentina, no Brasil, nos EUA, na Europa. Por quê? É um mistério que não quero decifrar, com medo de que se dissipe." / L.C.M.

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