Buenos Aires sedia 2ª Bienal Borges-Kafka

Mostras de arte, instalações cibernéticas, concertos e exibições de cinema mostram elos entre os autores

EFE,

20 de abril de 2010 | 15h54

A segunda edição da bienal sobre o argentino Jorge Luis Borges e o tcheco Franz Kafka começou hoje em Buenos Aires com uma série de atividades que refletem os vínculos entre os dois autores.

 

A 2ª Bienal Borges Kafka Buenos Aires-Praga 2010, que ocorre pela primeira vez na capital argentina até 10 de maio, inclui mostras de arte, instalações cibernéticas, concertos e exibições de cinema sobre a vida e obra dos escritores, explicaram os organizadores.

 

A iniciativa começou nesta terça, 20, com a exibição de um labirinto do artista plástico Rogelio Polesello no Centro Cultural Recoleta, que mostra grandes imagens sobrepostas dos dois autores.

 

É possível conferir uma exposição feita por oito desenhistas e humoristas com ilustrações e trabalhos inspirados nas obras de Borges (1899-1986) e Kafka (1883-1924).

 

A iniciativa reunirá escritores e intelectuais da Argentina, Uruguai, Brasil, Bolívia, México e República Tcheca em sete museus e centros culturais da cidade.

 

O autor de "O Aleph" estaria "feliz de assistir a esta bienal, de acordo ao que promulgava como forma de vida em 'Os conjurados', um mundo formado pela vontade, a inteligência e a razão", descreveu a viúva do autor argentino, María Kodama.

 

Organizado pela Fundação Internacional Jorge Luis Borges Sociedade e o Centro Franz Kafka de Praga, o evento coincide com as celebrações pelo bicentenário da Revolução de Mayo, que abriu passagem à independência da Argentina da Espanha em 1816.

 

Para o ministro de Cultura portenho, Hernán Lombardi, a bienal "constitui um evento cultural de grande magnitude" que reflete, além do vínculo entre os dois escritores, "um diálogo entre Buenos Aires e Praga".

 

Uma das principais atividades será um simpósio internacional que abordará a partir desta terça-feira a relação de Borges e de Kafka (1883-1924) com o universalismo, a literatura nos pequenos países e o lugar da tradição da escrita.

 

Nas conversas ao longo do evento dissertarão o boliviano Luis Antezana, o brasileiro Sergius Gonzaga, o uruguaio Mauricio Rosencof e o tcheco Arnost Lustig, entre outros.

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