Hannah McKay/Reuters
Hannah McKay/Reuters

Bryan Singer, demitido da direção de 'Bohemian Rhapsody', é processado por estupro

O caso teria ocorrido em 2003 e, na época, a vítima tinha 17 anos

EFE

08 Dezembro 2017 | 02h48

Dois dias após ser demitido como diretor de Bohemian Rhapsody, o cineasta Bryan Singer, de 52 anos, foi processado por estuprar um adolescente de 17 anos em 2003. A vítima, César Sánchez Guzmán, acusou Singer de tê-lo estuprado em um iate depois de obrigá-lo a fazer sexo oral no diretor. Singer nega as acusações.

O iate era de propriedade de Lester Waters, um milionário investidor no mundo na tecnologia "que frequentemente organiza festas para jovens homossexuais na zona de Seattle", de acordo com o processo obtido pelo site TMZ.

Singer teria dito ao jovem que era um famoso produtor de Hollywood e poderia ajudá-lo a entrar para a indústria do cinema como ator se nada dissesse sobre o que ocorreu. "Ele (Singer) disse a César que ninguém acreditaria nele se falasse sobre o que aconteceu e que contrataria pessoas para arruinar sua reputação", diz o processo apresentado em um tribunal de Seattle.

Não é a primeira vez que Singer recebe um processo. Em 2014, ele foi acusado por Michael Egan III de abusos sexuais quando este era menor de idade, em 1999. Egan III declarou que foi "abusado inúmeras vezes" em uma mansão de Los Angeles onde se celebravam "festas sórdidas" com frequência, nas quais os convidados, relacionados com Hollywood, estavam nus e mantiam relações sexuais com adolescentes.

O estúdio 20th Century Fox demitiu Singer nesta segunda-feira por faltar diversas vezes às gravações do filme sobre a história da banda Queen. Antes, a Fox tinha anunciado que as gravações haviam sido suspensas temporariamente devido "à indisposição inesperada de Singer". Um representante do diretor disse que as ausências eram questões de saúde.

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