Bruna Surfistinha é tema de matéria do "The Guardian"

O jornal britânico "The Guardian" dedicou uma matéria, nesta terça-feira, à Rachel Pacheco, conhecida como Bruna Surfistinha. Não é a primeira vez que a brasileira que nasceu em uma família de classe média e optou pela prostituição ganha destaque em grandes veículos internacionais: em uma extensa matéria publicada em abril ela foi chamada, pelo jornal norte-americano "New York Times", de "fenômeno cultural".Confira parte da matéria do "The Guardian":A história da escritora Rachel Pacheco é diferente da trajetória da maioria das autoras. Durante sua adolescência, foi uma garota rebelde que não conseguia lidar com o fato de ser adotada, e essa rebeldia foi aumentando até que, aos 17 anos, decidiu fugir de casa e tocar sozinha sua própria vida. Para tal feito virou prostituta e adotou um nome de guerra: Bruna Surfistinha. Durante três anos realizou os desejos carnais de senhores, empresários, jovens, adolescentes inexperientes e até de mulheres. Porém, aos 20 anos, Bruna decidiu deixar a de lado seu antigo trabalho e passou a escrever sobre suas experiências no mundo da prostituição.Tais relatos renderam um livro intitulado "O Doce Veneno do Escorpião", e um ano após sua publicação vendeu mais de 140 mil cópias no Brasil - número significativo para um país com pouca tradição em leitura. Além do sucesso literário, as histórias de Bruna também serão transportadas para as telas de cinema. O filme baseado no livro será lançado no ano que vem, com roteiro assinado pelo experiente diretor Karin Ainouz; já sua obra literária será lançada pela editora Bloomsbury no Reino Unido em novembro.

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