Britânico surge após sumiço de cinco anos e é preso por fraude

A esposa de um britânico que passoucerca de cinco anos dado como morto admitiu à imprensabritânica que uma foto do ano passado, em que o casal aparecejunto no Panamá, é legítima. O caso de John Darwin intriga a Grã-Bretanha desde o começoda semana, quando ele foi preso por suspeita de fraude depoisde entrar numa delegacia de Londres e dizer aos policiais queele provavelmente estava sendo procurado. O ex-agente penitenciário Darwin, 57 anos, sumiu em marçode 2002. Desde que reapareceu, bronzeado e saudável, a famíliadiz que ele não se lembra de nada do que aconteceu a partir de2000. As atenções se voltam agora para a esposa dele, Anne, 55anos, que vendeu a casa em que vivia e trocou a Grã-Bretanhapela América Central, levando consigo 450 mil libras (900 mildólares), logo depois do suposto desaparecimento do marido. Diante da atenção despertada pelo caso, os tablóidesbritânicos enviaram hordas de jornalistas ao Panamá. O Daily Mirror mostrou a Anne uma foto dela e do marido,que teria sido feita no ano passado num apartamento no Panamá.Confrontada pelo tablóide, ela disse: "Sim, é ele (na foto).Meus filhos nunca vão me perdoar. Eles não sabiam de nada.Achavam que John estava morto. Agora vão me odiar." Vários outros jornais disseram que ela confirmou aautenticidade da foto e queixou-se de que sua vida virou umpesadelo. "Não quero passar a vida como fugitiva. Vou voltar (àGrã-Bretanha) porque não vou ter uma vida aqui." O mistério começou em 2002, quando ela disse que elepoderia ter sofrido um acidente quando passeava de caiaque nomar do Norte, perto de Hartlepool, norte da Inglaterra, onde afamília vivia. O policial Tony Hutchinson, responsável pela investigação,disse que o mar estava calmo naquele dia e que as buscas aérease marítimas não resultaram em nenhuma pista do homem. Semanas depois, foram achados restos do caiaque vermelho deDarwin. Em 2003, um legista o declarou morto. Hutchinson disse que há três meses os agentes receberamdenúncias de que havia "algo suspeito" no desaparecimento dele. "Por um lado há a possibilidade de que ele tenha sofridoamnésia durante cinco anos e meio, e no outro lado pode terhavido algum crime", afirmou ele, acrescentando que não estáclaro por que Darwin se entregou.

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