Breno Silveira e os dramas com música

Paul Klee, o Silêncio do Anjo

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h08

0 H NA CULTURA

(Paul Klee: The Silence of the Angel). França, 2005. Direção de Michael Gaumnitz.

Ligado a Kandinsky e Delaunay, Paul Klee foi um dos grandes revolucionários das artes visuais, com pintura e desenhos de uma simplicidade que muitas vezes pareciam infantis, mas sempre foram produtos de elaborada criatividade. Sua frase famosa - "A arte não reproduz a realidade, apenas a torna visível" - serviu de bússola para o diretor Gaumnitz. Reprise, preto e branco, 51 min.

Vestida para Casar

15H55 NA GLOBO

(27 Dresses). EUA, 2007. Direção de Anne Fletche, com Katherine Heigl, Edward Burns, Malin Akerman, James Marsden, Jane Pfitsch, Krysten Ritter.

Katherine Heigl vê o tempo passar sempre servindo de dama de honra nos casamentos das amigas. Ela coleciona em seu guarda-roupa 27 vestidos que usou nessas ocasiões - nenhum de noiva. E agora, apaixonada pelo chefe, ela vê a irmã se antecipar (e conquistá-lo). Mas Katherine vai mesmo perder Edward Burns? E o bonitão Malin Akerman, com quem ela antipatiza, mas que secretamente a ama? Comédia romântica não destituída de charme. Katherine é ótima, Burns é viril. Formam uma bela dupla. Reprise, colorido, 107 min.

Hannah Montana - O Filme

22H20 NA GLOBO

(Hannah Montana: The Movie). EUA, 2009. Direção de Peter Chelsom, com Miley Cyrus, Billy Ray Cyrus, Emily Osment, Lucas Till, Jason Earles,

Mitchel Musso, Vanessa Williams.

Miley Cyrus interpreta a heroína de TV da Disney, na verdade, as duas faces de uma garota - a estudante 'gente como a gente' e a estrela Hannah Montana. As histórias das duas confundem-se quando, cooptada pelo pai - Billy Ray Cyrus, pai de Miley na vida -, a estudante participa de show para salvar a fazenda da avó. As cenas de Miley e Billy Ray possuem uma textura interessante. O diretor inglês Chelsom adora música e tem feito filmes elogiados como Escute Minha Canção, sobre o tenor irlandês Josef Locke; Rir É Viver, com Jerry Lewis; e Sempre Amigos, produzido por Sharon Stone e exibido em Cannes. Inédito, colorido, 102 min.

400 Contra 1 - Uma História

do Crime Organizado

2H25 NA GLOBO

Brasil, 2009. Direção de Caco Souza, com Daniel de Oliveira, Daniela Escobar, Fabrício Oliveira, Branca Messina, Lui Mendes, Jefferson Brasil.

Nos anos 1970, presidiários unem-se sob a liderança de William (Daniel de Oliveira) para lutar contra os maus-tratos. É o embrião do Comando Vermelho, cuja história o diretor Souza reproduz nos anos 1980, quando a organização realiza assaltos espetaculares no Rio. Contemporâneo de Salve Geral, de Sérgio Rezende, o filme não fez muito sucesso de público nem de crítica, mas Daniel é bom, como sempre. Reprise, colorido, 98 min.

TV Paga

2 Filhos de Francisco

10H40 NO CANAL BRASIL

Brasil, 2005. Direção de Breno

Silveira, com Ângelo Antônio, Dira Paes, Márcio Kieling, Tiago Mendonça, Paloma Duarte, Jackson Antunes, Natália Lage.

A história de Zezé di Camargo e Luciano é, na verdade, a história de Francisco, um brasileiro que lutou para realizar o sonho de transformar os filhos em cantores famosos. A história sofre reviravoltas e o foco é no pai, até o desfecho, quando a dupla entra com um de seus maiores sucessos (o maior?) - É o Amor. O diretor Silveira, ex-fotógrafo, fez um filme com cara e gosto de Brasil. E ele ama a música. Silveira tem pronto o drama À Beira do Caminho, sobre canções de Roberto Carlos, que estreia em agosto (depois de ser premiado no Cine PE, no começo de maio), e finaliza Gonzagão, sobre o lendário sanfoneiro do Brasil, mais para o fim de ano (novembro). Ângelo Antônio é excepcional na pele do protagonista. Reprise, colorido, 119 min.

Raízes das Ambição

19H50 NO TELECINE CULT

(Comes a Horseman). EUA, 1978.

Direção de Alan J. Pakula, com Jane Fonda, James Caan, Jason Robard, Richard Farnsworth.

Leonard Maltin exagera em seu guia ao dizer que este western contemporâneo - a ação passa-se nos anos 1940 - é parado, a ponto de se tornar catatônico. A narrativa é realmente lenta e o diretor Pakula se interessa mais pelo interior dos personagens que pelo exterior, mas a paisagem participa do drama e existem cenas muito fortes, intensas. A tramas gira basicamente em torno da disputa por terras. Pakula, sempre atraído pelo tema das traição nas relações (interpessoais e políticas), dirige Jane Fonda, que ganhou seu primeiro Oscar (por Klute, o Passado Condena) num filme dele. Reprise, colorido, 118 min.

Máquina Mortífera

22 H NO TCM

(Lethal Weapon). EUA,. 1987. Direção de Richard Donner, com Mel Gibson, Danny Glover, Gary Busey, Mitchell Ryan, Darlene Love.

Primeiro de uma série de quatro filmes sobre a dupla formada por policial veterano, à beira da aposentadoria, e jovem impulsivo, que o arrasta a situações de perigo. O filme tem ação e violência como o público gosta. Os críticos torcem o nariz, mas é possível se divertir. A partir do 2, com Joe Pesci, o humor foi incrementado. Reprise, colorido, 110 min.

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