Breguice e talento desperdiçado em repertório óbvio

CROSSOVER

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

05 de junho de 2010 | 00h00

O crossover é uma espécie de Faixa de Gaza, onde raras vezes o popular e o erudito se entendem. Barbara Hendricks cantando Gerswhin ou blues é exceção. Não é o caso do atual fenômeno do gênero, Katherine Jenkins. A mezzo-soprano vem detonando bombas cada vez mais destrutivas (aos bons ouvidos) nesse terreno minado. No ambicioso Believe, ela canta hits de Bob Marley, Beatles, Edith Piaf, Evanescence, temas de filmes de Ennio Morricone e Nino Rota, desperdiçando talento em repertório pop óbvio e até brega.

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