Bratke se opõe às novas eleições

As eleições para a presidência da Fundação Bienal poderão não ocorrer no próximo dia 7, como havia decidido o conselho da casa. Segundo o presidente da entidade, Carlos Bratke, que colocou seu cargo à disposição no dia 10, o conselho só poderia convocar eleições no fim do seu mandato, que se encerra em 2002. Antes disso, apenas a Promotoria de Justiça das Fundações, órgão responsável por todas fundações do Município, poderia convocar o pleito. Bratke argumenta que o conselho não aceitou seu pedido de demissão, mantendo-o à frente da entidade. O promotor de Justiça das Fundações responsável pela Bienal, Paulo José de Palma, disse que só poderá decidir sobre o pleito ao receber a ata da reunião do dia 10, quando Bratke e o presidente do Conselho da Bienal, Luiz Seraphico, colocaram seus cargos à disposição. Reeleição - Candidato à reeleição "Pelo que o secretário titular do conselho, Pedro Corrêa do Lago, disse, Bratke renunciou ao cargo e voltou atrás logo em seguida. Neste caso, o posto permanece com ele, e não haveria eleição", disse Palma. Caso a ata da reunião comprove a demissão de Bratke, as eleições serão válidas. Segundo Bratke, se isto ocorrer, ele será candidato à reeleição". O presidente do Conselho da Bienal, Luiz Seraphico, confirmou ontem a candidatura de Milú Villela, presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), à presidência da Bienal. Segundo ele, as eleições ocorrerão e as candidaturas poderão ser apresentadas até o dia do pleito. Ele diz não ser candidato à presidência do conselho, mas pode voltar atrás, caso os conselheiros insistam em sua candidatura.

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