Brasília ganha novo centro cultural

A cena cultural de Brasília ganha nesta quinta-feira um importante aliado, com a inauguração da segunda unidade do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Ocupando uma área de cerca de cinco mil metros quadrados de um prédio projetado em 1993 por Oscar Niemeyer para abrigar as atividades ligadas à área de recursos humanos e treinamento de pessoal do banco estatal, a instituição seguirá a mesma política que tornou o centro do Rio de Janeiro um modelo de política cultural no País em seus 11 anos de atividade, atraindo anualmente cerca de 2 milhões de visitantes."Vamos continuar privilegiando eventos inéditos, de qualidade, dando especial atenção às áreas educativas", explica o diretor do CCBB de Brasília, Paulo de Tarso Leite. Como mostram as duas exposições escolhidas para abrir as portas do novo centro, uma das características principais desse modelo cultural é o privilégio dado à produção e aos conceitos nacionais. Para ocupar a grande área ao ar livre, de 1,5 mil metros quadrados, foi convidado o artista mineiro Amilcar de Castro, que acaba de completar 80 anos.Como contraponto à arte geométrica e concisa do escultor o CCBB de Brasília expõe uma nova versão do núcleo de Arte Popular da Mostra do Redescobrimento, no qual foram privilegiados os criadores cuja assinatura é reconhecida, como a de Mestre Vitalino, por exemplo.Mas nem só de artes plásticas será composta a programação do novo centro, instalado em uma das áreas nobres da capital, o Setor de Clubes Sul. Sexta-feira à noite será inaugurado o teatro, com a estréia de O Avarento, de Molière com direção de Amir Haddad. A música clássica e a literatura também estão entre as atrações da inauguração do novo espaço.Ano que vem será a vez de São Paulo ganhar seu CCBB, com a inauguração de um imponente espaço no centro antigo de São Paulo, na esquina entre a Rua Álvares Penteado e a da Quitanda.

Agencia Estado,

11 de outubro de 2000 | 16h59

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