Brasileiros exibem suas obras na 25.ª Arco em Madri

A expressão artística da América Latina,representada, entre outros, por jovens brasileiros que trabalham comimpressoras de injeção de tinta ou tubos de neón, está presentedesde hoje na 25.ª Feira Internacional de Arte Contemporânea (ARCO)de Madri. Pertencentes a outra geração estão por exemplo as rãs elagartixas de plástico da brasileira Lia Mena Barreto. No entanto, segundo a opinião de vários expositores, a Feira deArte de Madri chega a sua edição de número 25 com a incursão deartistas novos que coincidem no uso das novas tecnologias,especialmente a fotografia, com suas ferramentas digitais de capturae impressão de imagem e vídeo. A galeria Fernando Pradilla, de Madri, têm em sua lista de artistas fotógrafos como o brasileiro Mario Cravo-Neto. A diretora desta galeria, Marielo Góngora, acha que no panoramaartístico contemporâneo já não é possível separar a pintura clássicada imagem fotográfica, pois "as novas gerações - afirma - estãoacostumadas a que a imagem da fotografia esteja misturada com apintura. São mundos paralelos unidos". Este especialista considera que "se em outros tempos a criaçãopictórica procedia de sentimentos ou lembranças do autor, agora éhabitual entre os artistas novos que seu trabalho tenha encontrado ainspiração em uma imagem". Outro galerista, Léo Bahia, considera que, "embora pareça que osartistas mais contemporâneos fazem o mesmo em arte, suas diversasculturas lhes fazem ver as coisas de forma diferente". Nos projetos Cityscapes da ARCO, Bahia expõe os trabalhos de seuscompatriotas Frederico Câmara, com fotografias de prisões alemãs, ede Cinthia Marcelle e Marilá Dardot, que retratam com a mesmatécnica diversos lugares do Brasil em composições que, "se nãotivessem sua linguagem artística, pareceriam destinadas à um guiaturístico". Um colecionador, que prefere o anonimato, corrobora o dito pelosmarchands, de que a nova arte, incluindo a latino-americana, tem sua"carta de natureza, pois já não está no pavilhão das novidades". "Isso sim - acrescenta o comprador - tudo caríssimo", embora ospreços não alcancem os US$ 3 milhões que pedem por um Picasso nagaleria Jan Krugier, de Genebra, ou os 6,9 milhões de uma quadro deFrancis Bacon, na filial madrilenha da nova-iorquina Malborough.

Agencia Estado,

09 de fevereiro de 2006 | 15h40

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