Brasileiros em banho-maria

Em comparação com a última edição do Natura Nós, que teve Cidadão Instigado e Karina Buhr, as atrações brasileiras deste ano ficaram devendo com apresentações que ganharam não mais que aplausos protocolares. Também diferente do ano passado, quando Cidadão e Vanessa da Mata tocaram no palco principal, em 2011 os brasileiros fizeram seus shows no stage secundário, o Palco Azul.

Lucas Nobile, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2011 | 00h00

Quem abriu os trabalhos foi Roberta Sá. Despedindo-se da turnê Pra se Ter Alegria, a cantora potiguar apresentou temas de seu repertório, como Eu Sambo Mesmo, Alô Fevereiro e composições de autores consagrados, como Chico Buarque (Pelas Tabelas) e Dorival Caymmi (A Vizinha do Lado). Roberta dividiu o palco com o português António Zambujo no fado Eu Já Não Sei e no choro Novo Amor. Dueto bonito, mas que não prendeu a atenção do público. A cantora ainda cometeu o desatino de classificar o talentoso Zambujo como "o João Gilberto do fado".

O festival teve ainda um bailão de ska e dub de BiD com participações de Bi Ribeiro, Karina Buhr e os jamaicanos Sizzla Kalonji, I-Wayne e Jesse Royal. Começou bem, mas tornou-se repetitivo antes da metade.

Dentre os brasileiros, o destaque negativo coube a Maria Gadú. Afinada, mas sem cancha e direção musical, a cantora tapeou com a mesmice de seus Shimbalaiês, além de impregnar de maneirismos temas batidos, como Filosofia (Noel Rosa) Trem das Onze (Adoniran Barbosa, com introdução citando Amy Winehouse) e A História de Lily Braun (Chico Buarque).

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