Brasileiro já é um autor mais cosmopolita

A renovação da literatura brasileira na primeira década do século 21 começa com nomes como o do carioca Bernardo Carvalho, de 50 anos, autor de O Filho da Mãe, e o do mineiro Carlos de Brito e Mello, que, aos 35 anos, conquistou a crítica brasileira com A Passagem Tensa dos Corpos. Carvalho usou sua formação jornalística para escrever livros como Nove Noites e Mongólia, o primeiro sobre o suicídio de um antropólogo estrangeiro na selva brasileira e o último sobre uma viagem sua ao país da Ásia Oriental. Brito e Mello faz da morte seu tema e do homem comum o protagonista de seu projeto ficcional.

, O Estado de S.Paulo

26 de dezembro de 2010 | 00h00

Entre os bons escritores jovens que surgiram no cenário nacional na última década estão o paulista Daniel Galera, de 31 anos, que, a exemplo de Carvalho, traduz (bem) autores de sua geração, além de buscar em outras culturas temas para seus livros, como o recente Cordilheira, ambientado em Buenos Aires. A década representou o enterro definitivo da literatura regionalista. Os novos autores são marcados por uma inegável vocação cosmopolita, destacando-se entre eles o cearense Ronaldo Correia de Brito, autor de Galileia.

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