Brasileiro gasta mais com alimentação

A Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (Aberc) projeta para 2001 faturamento de R$ 4,4 bilhões. Pelas contas do presidente da entidade, Rogério Vieira, as 102 empresas que congregam a Aberc, responsáveis por 90% do mercado nacional, tiveram crescimento de 8,1% no ano passado.Dados do IBGE e da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) explicam a mudança de comportamento do consumidor em relação à alimentação. Hoje, cerca de 80% da população mora nos centro urbanos e em três décadas o porcentual de mulheres que passou a trabalhar fora de casa cresceu sensivelmente. Em 1971, elas representavam 23,2% da população economicamente ativa (PEA), subindo para 40% entre 1997 e 1998. No mesmo período, segundo o levantamento, o tempo gasto com refeições na capital paulista caiu de 2 horas para 15 minutos e as despesas com a alimentação aumentaram. Além disso, os brasileiros estão disponibilizando uma fatia cada vez maior do orçamento à alimentação. Em 1971, os brasileiros desembolsavam apenas 7,5% do orçamento para refeições fora de casa subindo para 11,9% entre 1997 e 1998. Apesar de o food service estar em plena ascensão, o Brasil ainda está muito distante de encostar nos números registrados no mercado norte- americano. Hoje, apenas 20% das refeições brasileiras são feitas fora do lar. Nos Estados Unidos, país com uma economia 15 vezes maior do que a do Brasil, entre 46% e 50% das refeições são feitas fora de casa.

Agencia Estado,

15 de fevereiro de 2001 | 16h06

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