Brasil recebe bastão de homenageado em Frankfurt

"Brasil, o palco agora é de vocês". Foi assim que Jürgen Boos, diretor da Feira do Livro de Frankfurt, oficializou o País como o convidado de honra da edição do próximo ano. O evento aconteceu neste domingo no pavilhão ocupado pelo atual homenageado, a Nova Zelândia, que se despediu com canções tradicionais maori. Empossado, o Brasil respondeu com bossa nova: um show de voz e violão, com Celso Sim e Arthur Nestrovski.

AE, Agência Estado

15 Outubro 2012 | 10h21

A cerimônia começou, na verdade, com uma conversa entre Milton Hatoum, cronista do jornal O Estado de S. Paulo, e a poeta neozelandesa Hinemoana Baker. Um encontro oportuno, pois ambos tratam da imigração em sua obra, tema muito caro aos dois países.

Em seguida, o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, órgão responsável pela organização da participação brasileira, subiu ao palco para receber o bastão de Taonga Manatu, ministra da Cultura e Patrimônio da Nova Zelândia. Nesse bastão, constam frases de grandes escritores brasileiros - um gesto simbólico que se tornou inusitado: de paletó e gravata, equilibrando-se com o bastão, o microfone e o aparelho de tradução simultânea, Amorim buscava se localizar no palco ao se ver em meio a um apresentação maori, com seus participantes gritando e fazendo caretas.

Passada a festa, a realidade. O Brasil precisa decidir com urgência como vai se espalhar pela feira, além de ocupar o pavilhão de convidado de honra: com apenas um enorme estande (como costuma fazer), ou dividindo as editoras pelos pavilhões temáticos, como o de livros infantis e de quadrinhos. Os organizadores da feira necessitam da resposta até no máximo o final de janeiro.

Já os cenógrafos e diretores Daniela Thomas e Felipe Tassara foram conhecer, no sábado, o pavilhão reservado ao país homenageado. A dupla será responsável pela criação da ocupação brasileira. "Achei o espaço pequeno", disse Daniela, referindo-se aos 2.500 metros quadrados. "Também fiquei impressionada com a visitação: só no sábado, 25 mil pessoas passaram por ali." É bom lembrar que, no fim de semana, a feira é aberta ao público.

Os cenógrafos foram responsáveis pelo pavilhão brasileiro da Feira do Livro de Bogotá, na Colômbia, em abril, quando o Brasil também foi homenageado. Criaram divisórias de palavras vazadas. "Mas foi uma experiência diferente da que enfrentaremos em Frankfurt, pois o espaço lá era muito menor", observou Daniela. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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