Brasil é homenageado em Feira do Livro de Guadalajara

A 15.ª Feira Internacional do Livro de Guadalajara (México) abre domingo para o público homenageando a literatura brasileira. O evento segue até o próximo dia 2. No total, cerca de 1,5 mil metros quadrados de estantes estão reservados para órgãos públicos e editoras do País. O encontro, que reúne cerca de 9 mil expositores, é considerado um dos mais importantes do mundo, e há quem o coloque no segundo posto das principais feiras do mercado editorial, atrás apenas da Feira de Frankfurt. Diferentemente da reunião de editores na Alemanha, a feira mexicana combina horários apenas para profissionais com horários para o público comum em quase todos os dias.Segundo Jonny Wolff, integrante da diretoria da Câmara Brasileira do Livro, entidade que reúne editores e livreiros do País, o encontro na cidade mexicana está se tornando, para o mercado editorial brasileiro, o evento mais importante dentre os realizados em países de língua hispânica.O estande brasileiro contará com 25 editoras e levará vários autores, como Adélia Prado, Zélia Gattai, Paulo Coelho e José Sarney, lançando livros e participando de encontros sobre suas obras. Também deve estar presente a ex-presidente da Academia Brasileira de Letras Nélida Piñon, já vencedora do prêmio Juan Rulfo, de US$ 100 mil, entregue em Guadalajara, neste ano destinado ao mexicano Juan Garcia Ponce. O evento contará ainda com a presença de músicos brasileiros, de Ivan Lins a Jorge Ben Jor, passando pelas Frenéticas e por Lenine, que se apresentarão na explanada do centro de exposições.Mercados ? São dois os principais ?mercados? para os editores brasileiros que vão a Guadalajara, com um olho nos Estados Unidos e outro na América Latina.O primeiro mercado é o formado pelas bibliotecas públicas norte-americanas e canadenses, que enviam seus representantes a Guadalajara para se atualizarem sobre a produção latino-americana e comprar livros em espanhol e português para suas instituições. O segundo mercado é o governo mexicano, um potencial comprador de obras brasileiras, por meio de um programa conhecido por Rincón de la Lectura. Segundo a CBL, dos cerca de 500 títulos editados pelo programa, quase 100 são de autores brasileiros. A escolha dos livros é feita em português, depois eles são traduzidos para o espanhol. Como regra geral, cerca de 30% dos livros são de autores latino-americanos.

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