Brasil e EUA apontam suas lentes

O fotógrafo brasileiro tem sempre de se adaptar às intempéries do mercado nacional e mostrar versatilidade em seu trabalho. Já os profissionais norte-americanos precisam direcionar melhor seu trabalho para conquistar lugar no competitivo mercado estrangeiro. Mas as diferenças acabam aí. Em termos de qualidade, a fotografia brasileira se equipara à internacional e conquista cada vez mais espaço. Prova disso são as inúmeras participaçõs de fotógrafos daqui em exposições realizadas nos Estados Unidos. Os novos talentos também são revelados todos os anos por meio de seleções de portfólios como as que são realizadas pela Casa da Fotografia Fuji.É uma amostra desse novo trabalho que a Casa Fuji revela a partir de amanhã, com a Mostra de Portfólios 2000. Além do trabalho de 14 brasileiros, a exposição traz, pela primeira vez, o trabalho de nove fotógrafos norte-americanos. "O objetivo é mostrar semelhanças e diferenças entre os brasileiros e estrangeiros", conta a curadora da Casa Fuji, Rosely Nakagawa. Ela explica que foram discutidos, principalmente, o encontro da intenção com a realização. "O projeto em confronto com o resultado", completa.A escolha dos fotógrafos brasileiros foi feita durante a leitura de portfólio, que é realizada há cinco anos pela Casa Fuji em setembro e outubro. "São realizados encontros e palestras para definir que imagens integrarão a exposição", explica Rosely. Os trabalhos estrangeiros foram selecionados durante exame de porffólios no Fotofest, em Houston, Texas, em março, com a presença de profissionais de várias partes do mundo.Mostra de Portfólios 2000 - De segunda a sexta, das 9 às 19 horas; sábado, das 12 às 17 horas. Casa da Fotografia Fuji. Avenida Vereador José Diniz, 3.400, tel. 5091-4055. Até 30/12. Abertura às 19h30 para convidados.

Agencia Estado,

22 de novembro de 2000 | 21h26

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