Brasil +500: 36 mil visitas em um dia

Mais de 36.124 pessoas aproveitaram o último dia de entrada franca para visitar a Mostra do Redescobrimento, no Parque do Ibirapuera, nesta sexta-feira, quebrando o recorde de 32.992 visitas, que havia sido estabelecido no feriado de quinta-feira. A organização do evento se diz surpresa com o número e está avaliando se haverá outros dias com entrada livre. ?69.116 superou as expectativas?, afirmou um assessor.A espera nas filas dos três pavilhões que abrigam a mostra oscilou entre 40 minutos e uma hora e meia. Mesmo com sol forte, o público não arredou pé. Os 45 minutos que a estudante de História Maísa Paes de Almeida aguardou para ingressar no prédio da Bienal com seu marido e seus três filhos foram compensados pela entrada gratuita. ?Gostaria de ter vindo antes à mostra, mas, como somos cinco, a situação financeira não nos permite gastar R$ 75 com ingressos, por mais que valha a pena?, disse Maísa. ?Aproveitamos a entrada gratuita para conhecer a exposição, e mostrar aos nossos filhos grande parte da cultura do nosso País?, acrescentou. A exposição atraiu visitantes dos mais diversos lugares. O professor de sociologia da Universidade de Nova York Gilberto Elbaz esteve no Rio durante o Carnaval. Foi quando soube da mostra. ?Tive de voltar ao Brasil a trabalho e programei-me para vir à mostra.? Elbaz diz ser ?casado com a arte brasileira?. ?Em Nova York, há muitos artistas, mas não há a diversidade que encontrei aqui?, disse o sociólogo. Apesar de seus elogios, fez comentários constrangedores. ?A exposição é maravilhosa. Não consigo entender como um País tão fascinante pode conviver com tanta corrupção, como há aqui em São Paulo.? Organização - A freira irmã Jacinta acompanhou sua família de Santa Catarina até São Paulo especialmente para ver a exposição pela segunda vez. Estava encantada com entrada do módulo de arte barroca ambientado como uma floresta, com cantos indígenas e troncos de árvores. Outro módulo que atraía muito o público era o das Imagens do Imaginário, onde as obras de Arthur Bispo do Rosário ocupam uma sala inteira. Muita gente parava em frente aos bordados do artista sergipano, que criou toda sua obra num manicômio do Rio de Janeiro. O prédio mais visitado, segundo a assessoria de imprensa da mostra, foi o do bienal.

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