Brad Pitt agita melenas ao vento

Como Perder um Homem em 10 Dias

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2013 | 02h09

15H55 NA GLOBO

(How To Lose A Guy In 10 Days). EUA/Alemanha, 2003. Direção de Donald Petrie, com Kate Hudson, Matthew McConaughey, Kathryn Hahn, Annie Parisse, Adam Goldberg.

Publicitário aposta com o chefe que poderá conquistar qualquer mulher em dez dias. E encontra num bar repórter que está decidida a infernizar qualquer homem também num prazo de dez dias. Mas como se trata de uma comédia romântica, o amor vai alterar os planos de ambos. Matthew McConaughey está numa boa fase de sua carreira. Concorreu ao Oscar de coadjuvante, tem sido elogiado pelos críticos. Anda melhor que Kate Hudson, que parece estacionada. Reprise, colorido, 116 min.

Os Mercenários

22H50 NA GLOBO

(The Expendables). EUA, 2010. Direção e interpretação de Sylvester Stallone, com Jason Statham, Jet Li, Dolph Lundgren, Giselle Itie, Mickey Rourke, Eric Roberts.

Bruce Willis e Arnold Schwarzenegger fazem pontas nesta história sobre mercenários - os descartáveis, expendables do título original - que aceitam missão numa república centro-americana e se sentem obrigados a ajudar a filha do ditador corrupto, que se uniu aos rebeldes e tenta depor o próprio pai. O filme tem ação e explosões, mas é ruim demais. O 2 chega a ser mais divertido, por conta da participação de - acreditem! - Chuck Norris. Stallone dirige, mas não se pode dizer que também atue. Ele já era um ator de uma só expressão, mas com o botox até esta perdeu. Reprise, colorido, 103 min.

Saneamento Básico - O Filme

02H50 NA GLOBO

Brasil, 2007. Direção de Jorge Furtado, com Fernanda Torres, Wagner Moura, Camila Pitanga, Bruno Garcia, Lázaro Ramos, Janaina Kremer.

Moradores de uma cidade serrana no Rio Grande do Sul descobrem que não têm verba para resolver o problema de saneamento básico da comunidade, mas existe um programa federal que poderá lhes dar dinheiro para fazer um filme. Sem nenhuma experiência de cinema, eles resolvem fazer qualquer filme, como fachada para resolver seu problema básico. Os longas do gaúcho Furtado, da Casa de Cinema de Porto Alegre, ficam melhores e mais divertidos a cada (re)visão. E o elenco é ótimo, num registro farsesco que torna as falas ainda mais engraçadas. Reprise, colorido, 112 min.

Repórter

0H NA CULTURA

(Reporter). EUA, 2009. Direção de Eric Daniel Metzgar.

Documentarista premiado - Chances of the World Changing, Life.Support.Music -, Eric Daniel Metzgar acompanhou com sua câmera o repórter Nick Kristof, do The New York Times, quando ele foi ao Congo para entrevistar o líder rebelde Laurent Nkunda, com vistas a uma reportagem sobre a situação africana. O filme discute questões relevantes - a importância da palavra escrita num mundo em que a saturação da imagem está levando a uma espécie de banalização do sofrimento; a possível resposta humanitária aos apelos em prol da construção de um futuro melhor, etc. Reprise, colorido, 58 min.

TV Paga

Lendas da Paixão

13H15 NA HBO

(Legends of the Fall). EUA, 1994. Direção de Edward Zwick, com Brad Pitt, Anthony Hopkins, Aidan Quinn, Julia Ormond, Henry Thomas.

A história curta de Jim Harrison - o antigo roteirista de Stanley Kubrick - é um modelo de concisão e erudição. Virou um filme plasticamente suntuoso - John Toll ganhou o Oscar de fotografia -, mas nem de longe à altura das implicações do texto. Anthony Hopkins faz antigo oficial da Cavalaria que se isola com os filhos em Montana, tentando se esquecer da barbárie dos massacres de índios. A chegada de uma estranha desestabiliza os filhos (e a união familiar). Brad Pitt, em princípio de carreira, cavalga com suas melenas (o personagem usa cabelos longos) ao vento. Foi o filme que o consolidou como astro. Reprise, colorido, 134 min.

Capitão Blood

14 H NO TCM

(Captain Blood). EUA, 1935. Direção de Michael Curtiz, com Errol Flynn, Olivia De Havilland, Lionel Atwill, Basil Rathbone, J. Carrol Naish.

E por falar em astro, a parceria do lendário Errol Flynn com o diretor Curtiz faz parte das melhores tradições de Hollywood. O primeiro capa e espada dos dois a gente não esquece. Baseado no romance de aventuras de Rafael Sabatini, o filme mostra como médico é forçado a se tornar pirata. Ação, romance e um longo duelo entre o herói e seu nêmesis, o vilão interpretado por Basil Rathbone. Olivia De Havilland compõe uma doce mocinha e o expressionismo da foto em preto e branco revela o toque de Weimar que o diretor, húngaro de nascimento - seu nome era Mihaly Kertesz -, trouxe da Europa. Reprise, 119 min.

Búfalo Bill

20H15 NO TELECINE CULT

(Buffalo Bill). EUA, 1944. Direção de William Wellman, com Joel McCrea, Maureen O'Hara, Linda Darnell, Anthony Quinn.

Versão romantizada da vida do lendário Búfalo Bill, com ênfase na defesa dos índios. Os westerns do diretor Wellman são sóbrios, autênticos e... tediosos, com exceção do poderoso Consciências Mortas. Reprise, colorido, 100 min.

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