Bourne, Namorada e o jovem Che

Tainá 2 - A Aventura Continua

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2012 | 03h10

15H45 NA GLOBO

Brasil, 2004. Direção de Mauro Lima, com Eunice Baía, Vitor Morosini,

Arilene Rodrigues, Kadu Moliterno, Chris Couto, Aramis Trindade.

Antes de estourar com Meu Nome não É Johnny - e provocar polêmica com Reis e Ratos -, Mauro Lima dirigiu a sequência das aventuras de Tainá, que agora, adolescente, ganha ajuda de indiazinha e de menino da cidade para continuar defendendo a floresta. Reprise, colorido, 76 min.

C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor

22 H NA CULTURA

(C.R.A.Z.Y). Canadá, 2005. Direção de Jean-Marc Vallée, com Michel Côté; Marc-André Grondin; Danielle Proulx; Émile Vallée, Pierre-Luc Brillant.

O horário da Mostra resgata o filme da canadense Vallée sobre Zachary, o quarto de cinco irmãos - e os nomes de cada um deles possuem as iniciais que compõem o título. Zachary esconde sua sexualidade e percorre um longo caminho até sair do armário. O filme é emotivo, sincero, muito bem interpretado. E a trilha tem hits de Charles Aznavour, o cantor e compositor preferido do pai. Bom de ver e ouvir, o filme passa hoje com legendas e na sexta, no mesmo horário, em versão dublada. Virou cult, e você vai logo entender por quê. Reprise, colorido, 127 min.

Eu, Você, Ele e os Outros

23 H NA REDE BRASIL

(Non C'É Due Senza Quattro). Itália, 1984. Direção de Enzo Barboni, com Terence Hill, Bud Spencer, April Clough, Harold Bergman.

Depois de apresentar ontem Meu Nome É Ninguém, spaghetti western produzido pelo mestre do gênero, Sergio Leone, a Rede Brasil apresenta outro filme interpretado por Terence Hill, o Trinity. Na verdade, o filme é interpretado pela dupla Hill/Bud Spencer, e eles fazem agentes secretos que substituem primos ameaçados por criminosos, vindo parar no Rio, onde se envolvem em 1001 aventuras. O diretor Barboni com frequência se escondeu por trás do pseudônimo de E.B. Clucher. Sua especialidade sempre foi o humor - a paródia. Reprise, colorido, 101 min.

O Ultimato Bourne

0 H NA RECORD

(The Bourne Ultimatum). EUA, 2007. Direção de Paul Greengrass, com Matt Damon, Julia Stiles, David Strathairn, Scott Glenn, Paddy Considine.

Terceiro filme da série Bourne, adaptada dos livros de Robert Ludlum. Na época, parecia o fecho da história do agente que participa de experimento, tem sua memória apagada e atravessa toda a trilogia buscando a própria identidade - e tentando destruir a rede de corrupção montada dentro da CIA. A série foi iniciada por Doug Liman e prosseguiu com direção de Paul Greengrass, que cria aqui cenas eletrizantes de ação e violência. Há agora um quarto filme, O Legado Bourne, que estreia dia 7. O ponto é que havia outros agentes na mesma situação, além do interpretado por Matt Damon. Jeremy Renner é o novo Bourne. Reprise, colorido, 111 min.

TV Paga

Minha Namorada

14H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1971. Direção de Zelito Vianna e Armando Costa, com Pedro Aguinaga, Laura Maria, Ana Maria Magalhães, Fernanda Montenegro, Jorge Dória.

O longa de estreia de Zelito Vianna, ex-produtor de Glauber Rocha. Ao invés de inovações estilísticas - e radicalização política, como os filmes do arauto do Cinema Novo -, Zelito conta uma história der amor, preocupado em colocar na tela personagens que têm a cara da classe média. Garota troca o que parece romance seguro por namorado que vive numa república de estudantes. Os pais não aceitam, ela rompe com eles (em nome do amor) e o próprio romance fragiliza-se. O codiretor Costa foi um dos criadores de A Grande Família (o original), com Oduvaldo Vianna Filho. As situações humanas, o elenco, tudo contribui para a aura do filme, que hoje talvez possa ser mais bem aceito (e entendido). Há 41 anos, houve uma cobrança pelo que Zelito Vianna não fez - um filme mais 'engajado'. Reprise, colorido, 82 min.

Diários de Motocicleta

23H05 NO TELECINE CULT

(The Motorcycle Diariues). EUA/ Inglaterra/ Argentina, 2004. Direção de Walter Salles, com Gael García Bernal, Rodrigo de la Serna, Mia Maestro.

Walter Salles sempre foi atraído pela estrada, e isso desde seu primeiro longa, A Grande Arte, baseado no romance de Rubem Fonseca. Agora mesmo está nos cinemas o filme que ele adaptou do livro cult de Jack Kerouac - e transformou em bela viagem iniciática por uma América que, em seguida, iria ser sacudida pela beat generation. Aqui, a viagem de iniciação é a do jovem Ernesto Guevara, antes de virar o Che. Atravessando a América do Sul, e conhecendo a miséria e a injustiça social, ele consolidou a consciência revolucionária. Há críticos (!) que acham que os filmes de Salles parecem 'sem destino'. Devem estar brincando... Reprise, colorido, 126 min.

Matar ou Morrer

4H35 NO TCM

(High Noon). EUA, 1952. Direção de Fred Zinnemann, com Gary Cooper, Thomas Mitchell, Lloyd Bridges, Katy Jurado, Lee Van Cleef.

Gary Cooper ganhou o Oscar por seu papel como xerife que pede e não consegue ajuda para enfrentar pistoleiros que chegarão ao trem do meio-dia para matá-lo. O filme pode ser supervalorizado, mas politicamente é importante, como metáfora do macarthismo. Reprise, preto e branco, 84 min.

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