Bons parceiros e orquestras

Nem sempre dá tempo, brinca Maisky, mas o mundo ideal é aquele onde é possível fazer música e amigos - ao mesmo tempo. Ele cita como exemplo o Festival de Lugano, criado pela argentina Martha Argerich. Lá, ela reúne desde 2002 um círculo restrito de artistas como Nelson Freire, Stephen Kovacevic, Gabriela Montero, os irmãos Capuçon, Gidon Kremer e o próprio Maisky. É uma celebração à música de câmara, um paraíso para o gênero. "São momentos de rara tranquilidade", diz o violoncelista. "Um lugar para rever velhos amigos e conhecer jovens interessantes."

João Luiz Sampaio, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2011 | 00h00

Muitas de suas participações no projeto estão documentadas em discos da EMI Classics, que grava anualmente alguns dos principais concertos e reúne trechos em discos duplos ou triplos. São preciosos ao mostrar o violoncelista à vontade no palco, em um repertório que é a base de sua carreira. Da mesma forma, o DVD lançado em julho, no qual se apresenta ao lado de Martha Argerich no Festival de Lucerna, é peça fundamental de sua discografia recente: eles interpretam uma peça escrita especialmente para eles - o Concerto Duplo para Piano e Violoncelo, Romantic Offering, de Rodion Shchedrin, com a Orquestra do Festival de Lucerna regida por Neeme Järvi.

Concertos. Também com Martha ele já gravou sonatas de Beethoven e trios de Schumann, Shostakovich e Tchaikovsky, com a participação de Gidon Kremer, com quem há disponível também o registro dos anos 80 do Concerto Duplo de Brahms, com a Filarmônica de Viena regida por Leonard Bernstein. Suas gravações com orquestra incluem ainda o concerto de Schumann, com a Filarmônica de Viena e Bernstein; o concerto de Dvorák e o Schelomo de Bloch, com a Filarmônica de Israel, também com Bernstein; concertos de Haydn, com a Orquestra de Câmara da Europa; Elgar e Tchaikovsky, com a Philharmonia Orchestra e Giuseppe Sinopoli; Shostakovich com a Sinfônica de Londres, sob a direção de Michael Tilson Thomas; Vivaldi, Boccherini, Tchaikovsky, Schumann e Saint-Saëns, com a Orquestra de Câmara Orpheus; e Prokofiev e Miaskovsky, com Mikhail Pletnev e a Orquestra Nacional Russa.

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