Bono lamenta tragédia em escola do Rio em vista a Dilma

Em visita à presidente Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada nesta quinta-feira, o líder da banda U2, Bono Vox, lamentou a tragédia ocorrida em uma escola no Rio de Janeiro em que 12 crianças foram mortas.

REUTERS

08 Abril 2011 | 17h43

"Ela (Dilma) está muito triste, nós todos estamos muito tristes", disse o músico a jornalistas após o encontro.

Bono, que visitou com a presidente e outros integrantes da banda a capela do Palácio, fez orações pelas vítimas do massacre no Rio.

Um homem armado invadiu na última quinta-feira uma escola municipal no bairro de Realengo (zona oeste), abriu fogo e matou 12 alunos, deixando outros 12 feridos. O autor dos disparos se suicidou após o ataque.

Bono, que também atua em causas humanitárias por meio da Fundação One, conversou com Dilma sobre o combate à pobreza extrema, uma das bandeiras da presidente. O ativista disse ainda que todo presidente deveria priorizar o combate à miséria.

"O mundo tem muito o que aprender sobre o que vocês fizeram no Brasil e é por isso que vim aqui", disse o músico.

O vocalista do U2 conversou ainda com a presidente Dilma sobre as ações de combate à Aids, o tema corrupção e sobre a lei da Ficha Limpa. A lei, aprovada no ano passado pelo Congresso, impede a candidatura de políticos condenados por órgãos colegiados ou que tenham renunciado ao mandato para evitar cassação.

O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, e a ministra da Secretaria de Comunicação Social, Helena Chagas, também participaram da visita da banda.

Antes do grupo chegar ao Alvorada, já havia fãs aglomerados na entrada do Palácio. Ao sair, o líder da banda conversou com jornalistas, com fãs e distribuiu autógrafos.

A banda faz show neste domingo em São Paulo.

Em 2006, Bono doou ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma guitarra para o programa Fome Zero.

(Por Maria Carolina Marcello)

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