Bono arrecada US$ 25 milhões em leilão para luta contra a Aids

Cantor irlandês e britânico Damien Hirst convenceram artistas contemporâneos a doar e criar obras para evento

Efe,

15 Fevereiro 2008 | 07h50

O leilão organizado pelo cantor irlandês Bono Vox e o artista britânico Damien Hirst arrecadou na quinta-feira, 14, entre US$ 20 milhões e US$ 25 milhões, segundo Bono. Os fundos arrecadados com o leilão serão destinados à Fundação das Nações Unidas para o apoio de programas contra o vírus HIV no continente africano, comandado pelo Fundo Global de Luta contra a Aids, a Tuberculose e a Malária, criado em 2000.   Hirst e Bono convenceram uma centena de artistas contemporâneos a doar e até mesmo criar obras para o leilão. O próprio Damien Hirst doou sete obras. Matthew Barney, Andreas Gursky, Jasper Johns, Jeff Koons, Julian Schnabel, Richard Prince, Yinka Shonibare e Bernar Venet também faziam parte da lista de artistas.   Somente uma obra de Hirst denominada Where There's a Will There's a Way (2007), que representa uma prateleira com pílulas para o tratamento da aids, arrecadou US$ 6,5 milhões (sem contar comissões e impostos).   Além dessa obra, a mais cara entre os lotes leiloados, vários outros trabalhos arrecadaram quantias superiores a US$ 1 milhão, e superaram as mais otimistas das previsões da casa Sotheby's, que recebeu o leilão em Nova York.   A obra intitulada Love You, também de Hirst, arrecadou US$ 3 milhões, e um quadro do artista britânico chamado All You Need is Love foi comprado por US$ 2,2 milhões. O lance inicial destes dois trabalhos era de US$ 1,5 milhão cada um.   Uma obra de Jeff Koons chamada Balloon Rabbit Wall Relief (Red) arrecadou US$ 1,85 milhão, quase o dobro do que se tinha calculado anteriormente.   Pouco antes do início do leilão, Bono encorajou os potenciais compradores a participar do evento, e ressaltou que lembrassem ao dar seus lances de que estavam fazendo isso também "por uma boa causa".   O cantor irlandês afirmou que esses esforços permitiram oferecer tratamento a cerca de 300 mil grávidas no continente africano infectadas com o vírus da aids, e que assim não passarão o vírus a seus filhos.   Segundo Bono, o valor arrecadado é equivalente a um terço do que sua iniciativa, chamada Red, conseguiu em um ano e meio de trabalho.

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