Bonitinho, mas bem perigoso

Em Bates Motel, que estreia em julho, Freddie Highmore vive o assassino Norman, de Psicose, na adolescência

JOÃO FERNANDO/ RIO, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2013 | 02h19

A cara de bom moço de Freddie Highmore esconde a faceta cruel que o britânico de 21 anos vai começar a mostrar no dia 4 de julho, quando o Universal Channel exibirá o primeiro capítulo de Bates Motel. A série narra a adolescência de Norman Bates, célebre assassino vivido por Anthony Perkins, que esfaqueia Marion (Janet Leight)durante o banho no filme Psicose (1960), de Alfred Hitchcock.

"Acho que, depois de eu fazer o Norman, as pessoas vão guardar as facas na gaveta e trancar a porta do banheiro antes de entrar no chuveiro quando me virem", brincou o ator, em conversa com o Estado, na quinta passada, quando veio ao País. Marcado pelas atuações em A Fantástica Fábrica de Chocolate e Em Busca da Terra do Nunca, Freddie afirma estar feliz com a mudança brusca. "Foi interessante essa transição dos papéis inocentes. É bom ser um assassino."

A trama começa com a chegada de Norman e sua mãe, Norma (Vera Farmiga) ao hotel de beira de estrada que ela acaba de comprar, local onde acontece uma morte no primeiro episódio. Os hotel e a casa da família Bates foram reproduzidos de maneira fiel ao longa nos arredores de Vancouver, no Canadá. "Fica perto de numa estrada de verdade, que só fecha quando estamos rodando as cenas. As pessoas param e perguntam se não é o mesmo hotel do filme", revela. O ator conta que no lugar havia um depósito de lixo. "Quando fica muito tempo sem chover, o cheiro é horrível, mas ajuda a dar o clima."

Este ano, a revista People With Money publicou uma reportagem que mostra Freddie como um dos dez atores mais bem pagos do último ano, com uma fortuna estimada em US$ 145 milhões. Segundo a publicação, o jovem é dono de uma rede de restaurantes em Londres, do time de futebol London Angels, lançou uma marca de vodca e uma de perfume. Ele jura que não virou artista para ficar rico.

"Seria horrível atuar só por dinheiro. Isso nunca foi motivo de discussão em casa. Quando eu tinha 13 anos, por exemplo, não ficava gastando. A única coisa que fazia era comprar uma barra de chocolate na volta da escola. Tive sorte nos filmes que fiz, isso deu dinheiro. Trabalhar nunca foi uma necessidade, pois criança não tem de trabalhar", explica ele, cujos pais são agentes de atores, entre eles, Daniel Radcliffe, seu amigo de infância.

Freddie Highmore alterna o trabalhos com a universidade. "Estou atuando agora, mas posso ter outras opções. Nunca soube se queria ir adiante como ator", confessa o estudante de letras em espanhol e árabe de Cambridge. "Acham que eu vou virar espião. Estou aqui no Rio checando coisas para o governo britânico", diverte-se. Antes de vir para o Brasil ele soube que havia protestos, mas não se assustou. "Não tive medo de vir. Só não vou dar opinião sobre o que está acontecendo porque não sei do que se trata. Mas acho que a paz é sempre a melhor maneira de resolver as coisas."

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