Boni passa a limpo 50 anos da TV

O que Armando Nogueira tem em comum com Benedito Ruy Barbosa, Chico Anysio, Eva Wilma, Guel Arraes, Hans Donner, Hebe Camargo, Manoel Carlos, Regina Duarte, Ronald Golias, Sílvio de Abreu, Silvio Santos, Walter Avancini e Xuxa Meneghel? Além de serem figuras de proa na história da televisão brasileira, esses personagens, ao lado de outros 35, figuram no livro que José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, está concluindo. O tema do livro? A televisão, claro. Para celebrar os 50 anos de vida do veículo no Brasil, Boni vai lançar em outubro, pela Editora Globo, 50/50. O ex-todo-poderoso executivo da TV Globo deu a palavra a artistas, produtores, diretores e apresentadores. Todos contam na primeira pessoa sua experiência no veículo que chegou ao País em 1950, por iniciativa do jornalista Francisco de Assis Chateaubriand. Tevê em Taubaté Boni, 64 anos, deixou a direção da Globo em novembro de 97, depois de 30 anos e oito meses. Hoje é consultor da emissora, serviço pelo qual recebe o salário mensal de R$ 1 milhão. Em seu livro ele reuniu depoimentos de notáveis. Mas nem todos os grandes da televisão brasileira estão na obra. Falta, para mencionar a ausência mais clamorosa, o depoimento de Roberto Marinho, eterno grão-senhor da Globo. TV Boni - Os dias de Boni longe dos estúdios estão contados. O executivo, um dos criadores do célebre e polêmico "padrão Globo de qualidade", vai ter seu próprio canal de tevê. Na semana passada, venceu licitação do Ministério das Comunicações. Batendo a concorrência de Sílvio Santos e do bispo Edir Macedo, conquistou o último canal de sinal aberto do Vale do Paraíba. Para tanto, o autor de 50/50 pagou R$ 4 milhões. A sede da nova emissora será na cidade paulista de Taubaté. O sinal, no entanto, cobrirá mais de 30 cidades nos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. O canal, que ainda não tem nome, deve começar a operar, por força dos termos da concessão, dentro de seis meses. No início a programação deverá ser formada por produções de outras emissoras que serão retransmitidas. Mas o projeto de Boni implica a criação de programas novos. O executivo tem boas razões para comemorar os 50 anos da tevê no Brasil. Ele também está comemorando 50 anos de vida profissional. Começou em 1950, aos 14 anos, na Rádio Clube do Brasil, orientado por Dias Gomes. Do Rio, Boni respondeu por fax às perguntas do Jornal da Tarde, com a recomendação expressa de que perguntas e respostas fossem publicadas na íntegra.

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