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Bondartchuk filho e sua guerra feroz

Busca Explosiva 2

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h09

22H20 NA GLOBO

(The Marine 2). EUA, 2009. Direção

de Roel Reine, com Ted Dibiase Jr., Temuera Morrison, Robert Coleby.

Segundo da série sobre sargento em férias que pega em armas. Desta vez, ele está com a mulher num resort, o local é invadido por guerrilheiros que sequestram a mulher do herói. Coitadinhos. O diretor Roel Reine segue o figurino do 'bate e arrebenta'. Uma bela porcaria que a Globo não tem vergonha de exibir num de seus horários nobres de cinema. Inédito, colorido, 91 min.

9º Pelotão

23 H NA REDE BRASIL

(9th Company). Rússia/Finlândia/Ucrânia, 2005. Direção e interpretação de Fyodor Bondartchuk.

Afeganistão, anos 1980. Os ocupantes soviéticos - do 9º Pelotão, como especifica o título - enfrentam o Talibã num combate sangrento, no alto de um monte. O ator e diretor Fyodor Bondartchuk é filho do famoso Sergei, que, nos anos 1960, era uma espécie de cineasta oficial do regime comunista, tendo feito uma monumental versão de Guerra e Paz. O cartaz da Rede Brasil não deixa de ser o Guerra e Paz do filho. Se isso ajuda, foi o maior sucesso de público do cinema russo no ano, ganhou um monte de prêmios, mas fracassou na tentativa de indicação para o Oscar. Reprise, colorido, 130 min.

Magia Rússica

0 H NA CULTURA

(Magia Russica). Israel/Rússia, 2004. Direção de Masha Zur Glozman.

Uma raridade - esta coprodução russo-israelense biografa o lendário Fyordor Chytruk. Em 1935, depois de assiostir a três filmes de Walt Disney, ele se apaixonou pela chamada 'oitava arte' e virou talvez o mais famoso animador sob o comunismo. Como seus filmes eram considerados para crianças, a censura o deixava relativamente livre e ele aproveitava para dar seu testemunho sobre os horrores do regime. Interessante, no mínimo. Reprise, colorido, 60 min.

Trair e Coçar É Só Começar

2H20 NA GLOBO

Brasil, 2006. Direção de Moacyr Goes, com Adriana Esteves, Cassio Gabus Mendes, Bianca Byington, Otavio

Muller, Monica Martelli, Mario

Schoemberger.

A peça famosa de Marcos Caruso ficou anos em cartaz, com diversas atrizes revezando-se no papel da doméstica Olímpia - Marilu Bueno, Suely Franco e Denise Fraga foram algumas delas. Contrariamente ao êxito do teatro, a versão para cinema não teve muita repercussão de público, talvez porque o formato vodevil funcione melhor no palco. Mas quem sabe agora estoura na TV, pegando carona na persona de Adriana Esteves? Sua Carminha, em Avenida Brasil, marcou época na TV brasileira, como a própria novela de João Emanuel Carneiro, mas aqui você encontra outra Adriana. Ela faz doméstica num condomínio de luxo, convencida de que os patrões formam o casal mais feliz do mundo. Quando percebe sinais de adultério, mas não é nada disso, Olímpia tenta interferir, em nome do amor, e só provoca confusão. Reprise, colorido, 92 min.

Estrada de Santa Fé

4H15 NA REDE BRASIL

(Santa Fe Trail). EUA, 1940. Direção de Michael Curtiz, com Errol Flynn, Olivia de Havilland, Ronald Reagan, Frank Wilcox, William Marshall.

Errol Flynn e Ronald Reagan formam-se na academia militar de West Point e seguem para o Oeste, estabelecendo-se no Forte Leavenworth, onde se envolvem na construção da estrada de ferro e se apaixonam pela bela Olivia de Havilland. No texto comemorativo dos 70 anos de Casablanca, o Estado lembrou ontem a evolução da carreira de Michael Curtiz, cineasta húngaro que chegou aos EUA contratado por Jack Warner e virou um dos esteios da empresa que levava seu nome (e dos irmãos). Curtiz quase fez Casablanca com Ronald Reagan, que interpreta aqui o futuro General Custer, e o curioso é que, no ano seguinte, Flynn e Olivia protagonizaram o clássico O Intrépido General Custer, They Died with Their Boots on, de Raoul Walsh. Elenco, direção, história, tudo é atraente. Reprise, preto e branco, 90 min.

TV Paga

O Trem

15H50 NO TCM

(The Train). EUA, 1964. Direção de John Frankenheimer, com Burt Lancaster, Jeanne Moreau, Paul Scofield, Michel Simon, Suzanne Flon,

Wolfgang Preiss.

Face ao avanço dos aliados, os alemães ordenam a retirada de Paris e o comandante Paul Scofield enche trem com obras de arte pilhadas do Louvre - e de outros museus -, apesar da aversão do 'führer' ao que considerava a decadência dos impressionistas. Burt Lancaster integra-se à resistência para tentar impedir que o trem saia do território francês. Um tema 'real', embora a história seja ficcionalizada. A produção começou a ser dirigida por Arthur Penn, que enfatizava os aspectos documentários e ideológicos, entrando em atrito com o astro Lancaster. Penn foi demitido e um homem de confiança do ator, o diretor Frankenheimer, assumiu o projeto. O elenco de prestígio traz Paul Scofield, antes do Oscar - que recebeu por O Homem Que não Vendeu Sua Alma, de Fred Zinnemann, em 1966 -, e toda uma constelação francesa (Jeanne Moreau, Michel Simon, Suzanne Flon, etc). Com Penn talvez fosse melhor, mas ainda é uma aventura empolgante. Reprise, preto e branco, 133 min.

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